segunda-feira, 28 de agosto de 2006
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
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Pastilha Elástica
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2:25 p.m.
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ex.carros
Os carros e eu. Adoro dizer, com o meu acento sopa de massa que me acompanha desde a infância: “eu e os carros” muito rapidamente e dito tudo junto. Soa-me a “eu e o’scarros” e dá-me vontade de rir. Este é o típico trocadilho que me conhecem quem me conhece e que às vezes é divertido e outras vezes cansativo, mas não consigo despegar-me da piadita fácil em jogos de palavras.
Eu e os carros temos um problema. Em concreto, temos vários problemas. Vou relatar aqui, da forma mais sucinta que conseguir, o que me aconteceu num curto espaço de tempo - embora não saiba se se pode dizer espaço de tempo porque o tempo não ocupa espaço… nem o conhecimento...
Eixo Norte-Sul, sentido A8, Centro Midas:
Peço para me dizerem porque é que o meu carro não pega à primeira. Avisam-me que se deve tratar de falta de revisão. Com a conta a descoberto saco do Visa e pago a “promoção” mudança de óleo, filtro de ar, etc etc etc. Lavo o carro no sistema tipo “Elefantinho” e quando vou a pegar o meu Clio continua a tossir. Volto e combino fazer uma viagem ao sistema eléctrico. Dois dias depois regresso para essa profunda análise e dizem-me: tem erros, mas já os limpámos. O carro está óptimo.
Mas continua a tossir: 120 euros.
Vila do Bispo, dia 2 de Agosto:
Acende-se uma luz no tablier. À uma da manha vou com copos de água, pedidos em plena “Água Salgada”, onde o que mais circulam são vodkas e imperiais, encher o depósito de água do meu carro. Um Sr., chamado Pilas, amigo do meu amigo Fanan - a quem desde já faço uma homenagem à sua solicitude – avisa-me: “cheira-me que a junta da cabeça já era.”
No dia seguinte vou à Garagem de Vila do Bispo e fico a saber: sim, já era. 620 euros de arranjo.
PS: Já agora, trate-me lá dos riscos laterais….
Lisboa, 8 de Agosto:
Pego no carro da minha irmã, a porta do lado do condutor não abre. A chave roda sobre si mesma sem destrancar a viatura. A minha mãe revela: o carro da rua irmã fazia barulhos estranhos, tivemos de o levar aos mosqueteiros. Não tinha gota de óleo. A porta ficou assim… O arranjo custou: 150 euros.
Lisboa 10 de Agosto:
A Joana chega do Algarve com o meu Clio. Está novo. Sujo, mas novo. À tarde vai comparar o segundo vestido de noiva da nossa irmã que casa no dia 15. À saída do El Corte Inglês, levam uma batidela na traseira do Twingo, também azul. Chamam-me de emergência, depois de assumido o culpado para ir busca-las. Com o rabo desfigurado, o Twingo foi hoje conhecer o resultado da peritagem na Renault. Pelo menos ali, o arranjo é superior ao valor comercial… aproximadamente 3000 euros…
Lisboa 18 de Agosto:
Indo eu na segunda circular a caminho do trabalho, o meu Clio deslaça, i.é, deixa de trabalhar. Encaminho-o para a berma e chamo a assistência. Foi a correia da distribuição que partiu. “Com um arranjo de 600 euros deviam ter-lhe trocado a correia. Não se percebe. Se fosse a si mandava-o para a mesma garagem para ser, por lá arranjado. Aqui, no mínimo vai aos 1000 e muitos euros….” conversa do Sr. da Assistência em viagens. Resultado, tarde toda a procurar reboques, a queixar-me à Garagem de Vila do Bispo, a perceber que um reboque leva 50 ctms ao Km, mais despesas de saída, mais portagens e o regresso a Lisboa. Total previsto: 400 euros. Negoceio com a assistência em viagens aproveitar o fluxo contrário de carros que regressam do Algarve com juntas queimadas e correias partidas e levar o meu para baixo. De tanto insistir lá consigo que me levem o meu por 150 euros - pagos, confirmados e faxeados.
Lisboa, 21 de Agosto: o eu dia de anos
Os recém casados seguiram na véspera para Lua de mel. Ficamos com o encargo de por na peritagem o pequeno Twingo, mandar o meu para o Algarve e, com tempo, arranjar a porta que nos obriga a uma entrada à três duques. Como faço anos resolvo almoçar na avó. Vou na carrinha Astra do casalinho que ma deixa em troca da promessa de arranjar o restante. Chego ao Alto de Santo Amaro, onde me aguardava delicioso almoço e bolo de anos, e acende-se uma luz no tablier: bateria. A direcção prende. À saída, dirijo-me a uma garagem foleira para uma recarga de bateria… qual quê! É o alternador. Não há óleo de direcção e o alternador está queimado. Vá até casa e ponha-o a arranjar, avisam-me. Consigo que o electricista da minha rua o arranje. 400 euros por um alternador novo, facturado e duas horas de mão de obra, mal cobradas.
Lisboa, 22 de Agosto: pós dia de anos
Fico com o carro da Joana, o da-entrada-à-três-duques. Resolvo sanar a tristeza com um jantar fora. No regresso a casa o carro pára. Deixo-o descair, na Rua das Trinas, para a porta da Embaixada Francesa. Uma luz acende e vejo no rosto do Bernardo uma certa preocupação: pode ser que seja só gasolina, diz-me, temendo o pior. Vamos à bomba da BP em Belém , a única aberta. Sou Fábrica obrigada a comprar um depósito de 5 litros, que me custa 10 euros, mais cinco para o próprio do combustível.
Face a isto, pergunto: será meu o problema? terá a ver com a fracofonia? Reanult, francesa, cunhado, francês, embaixada, de frança, Tablier, palavra fancesa....
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Pastilha Elástica
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2:19 p.m.
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quinta-feira, 17 de agosto de 2006
rectificação
Talvez seja por se tratar de uma casa no Lumiar, que abastece o tão afamado Parque Europa ou por ter se tratado de uma opção experimental, ou simplesmente porque o departamento de marketing assim o quis, a verdade é que descobri que noutros Pingo Doce, nomeadamente no do Centro Comercial Palmeiras, os sacos ainda são gratuitos e oferecidos à quantidade tradicional: muito cheios, mal cheios ou peça única... enfim, peço decsulpas por ter lançado um falso alarme.
obrigada
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Pastilha Elástica
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5:46 p.m.
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casamentos
Adoro casamentos, não fora eu vaidosa suficiente para, mesmo sem cheta, tentar a tão almejada transformação de gata borralheira em princesa. É obvio que o principal reside no cabeleireiro e na maquilhagem, mas o trapo também é crucial.
Este ano fui a tantos casamentos quantos os dedos da palma de uma mão – um belíssimo record que revela que a minha geração está mortinha por dar o nó – na esperança de não se desatar.
O casamento da minha irmã mais velha – 3 anos mais velha que eu foi muito emocionante , cansativo e atrever-me-ia a dizer divertido. Adorei ver o pai Álvaro a iniciar a valsa, a mãe Céu a agradecer em francês a presença dos gauleses, o Simão no colo do Bernardo, a Joana a perder-se em vinho tinto, a Suzete a afinar-se para as fotos, a MJ a cintilar em brilhantes aqui e ali espalhados, a Nunes cheia de classe, a Carlete a assumir o baby-sitting assessorada pelo seu Gonçalo, o avô Agostinho a comunicar com os franceses, com uma velha história de ter conseguido em Paris comprar comida num talho sem saber dizer mais do que Bonjour, a avó Laura a resistir à dança, a tia graça numa elegância Tintoretto, a Graça prima a animar a festa, a vergonhinha da Madalena, o Tristan sem Isolda, o Charles a picar fotos, o gang “catálogo Máximo Dutti” vulgo – João, Pedro, Miguel, Tiago, João Pedro, Pedro Rodrigues, Ricardo – a tentar embebedar os franceses mais pecanitos, o Alan de sorriso de orelha a orelha, a Anne Marie que pela sua simpatia seduz toda a sala, os tios e tias franceses, os outros tios portugueses, a cerimónia civil e as testemunhas, que podiam ser jeovás e ninguém iria saber, o Tio Carlos entoando os putos, a Adélia contacteante, o Nísio, o Artur, a Fernanda, a Felipa, o Zé, o Lourenço e o Marc (que memórias cheias de saudades), o Tio Nel a fotografar as sobrinhas que tem e que gostava de ter, a Inez que me faz ter vaidade de sair aos Matos, enfim, tanta gente que não vou dizer todos um a um. O que verdadeiramente mais gostei de ver foi a minha mana Rita que, como alguém lhe disse, parecia uma virgem, e o meu novo irmão, que já era, e agora ainda é mais, Samuel. Estou contente e mais ainda porque recebi o IRS…
Abraços
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Pastilha Elástica
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2:03 p.m.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2006
Pingo Doce... esta semana
este post vem com atraso porque estou a terminar a jornada e ceia de trabalho, mas não poderia deixar de partilhar algo que me indignou profundamente: o Pingo Doce está a cobrar 2 cêntimos por saco de plático. Chama-se agora : SACO ECOLÓGICO - REUTILIZÁVEL - mas a mim não me enganam. Como é que um saco de pla´stico é ecológico. se eu comprar 10 e utilizar para os habituais fins - forrar o caixote do lixo- a única diferença do que acontecia no passado é que dou mais 20 cêntimos ao Pingo Doce "sempre a baixar preços" e não compactuo com essa bandeira onde cabem todas as trafulhices do Reciclável, Reutilizável e Renovavel.
Acredito nalguma scoisas, agora em sacos de plástico?? Give me a break
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Pastilha Elástica
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5:20 p.m.
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terça-feira, 8 de agosto de 2006
andrajosas

Reza a tradição que em ambiente descontraído se evitem as maquilhagens, a produção. Eu diria que isso não é um facto, mas provavelmente uma precepção masculina à qual passa despercebido o negligé, mais ou menos estudado.
Assumo, ponho blush por cima de um bronzeado, porque senão fico monhé - nada contra a raça, mas prefiro fazer sobressair, mais que não seja, as bochechas, vulgo maçãs do rosto.
Uso esponginhas e penso se a cor da roupa me fica bem, e eventualmente faz sobressair os olhos. Ponho gloss, ainda que de chinelo no pé e uso o lenço mais apropriado. Não sou obcecada pela estética, prefiro a ética, mas dando a mão à palmatória - como quem dá a uma Palmira, Zulmira, ou Sandrinha - assumo que aprecio a condição feminina e, nessa mesma condição com a vaidade que a mais pelintra hippie dissimule, digo que seja qual for a situação, com mais ou menos material, eu produzo-me e gosto mais de me ver produzida do que por produzir. Devia ter sido produtora....
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Pastilha Elástica
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4:17 p.m.
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cagadelas
Se há uns anos tinha, hoje não tenho qualquer pudor em montar o chapéu e por baixo dele sentar-me a devorar saladas salgadas pela água dos meus cabelos depois de um banho cansativo, ou de um passeio “mata celulite”. Assumo que não gosto, francamente, do passeio, mas obrigo-me ao sacrifício na esperança de me devolver os 16 anos e o rabo rijo que em tempos perdi. Não o encontro de maneira nenhuma…Esta fotografia não parece espontânea, nem é. Falta uma da meninas, ou “mulherzinhas”, que estaria debaixo do dito chapéu a lamentar-se os contrangimentos intestinais provocados pelo afastamento de casa. Acontece a quase todas, menos a mim que “cago para isso”. Esta foi outra das matérias diariamente abordadas: quem caga, quando caga, como caga. A forma, a cor, a quantidade. O número de vezes, a textura, o tempo que demora… enfim, tanto a dizer sobre este assunto.
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Pastilha Elástica
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11:04 a.m.
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mais babes

Mais uma para a memória. Esta fez parte do "durante a semana" e no mesmo dia meteu Topas até bem tarde. Dia em que torci um pé que me obrigou a desinflama-lo com pomadinhas. Dia em que queimei a junta da cebça porque água não tinha ali. Dia em que os Bernardos foram a Loures, e a Di me disse. Dia de uma cordoama cheia de raquetas. enfim, dias... não sao dias....
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Pastilha Elástica
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10:54 a.m.
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segunda-feira, 7 de agosto de 2006
tão lindas....

...as praias da costa vicentina, onde se econtram novos movimentos urbanos.
Um êxodo temporário, maioritariamente nómada, de grupetas inflamadas de brilhantes e côres, mistas, heterogéneas - ou não - onde as faces queimadas faze sobressair dentes possivelmente até amarelos.
O Fim de tarde na Cordoama, na Arrifana, no Zavial, no Amado, em Aljezur, no Túnel, na Mareta, no Beliche, no Castelejo, na Amurração... enfim em qualquer praia desta costa, é absolutamente extraordinário.... diria "falo por mim", mas seria acusada de redundâcia porque ao falar de uma forma opiniosa sem atribuir a ninguém falaria exactamente por mim, e a suzete não perdoa estas coisas. Assim, por respeito a ela e à lingua portuguesa, falo por todas, pelas que estão na fotografia e pals que não coiberam. Pelas que entretanto chegaram e pelos seus mais que tudo que ficaram de fora, mas estao sempre lá, pelo menos nos corações. Falo pelo Joquaim da Barbearia, pela Paula do café, pela Graça e pelo António da Oficina, pelo Rui da Conservatória, pelo Nelson do Dromedário, pela mal disposta de cabelo laranja do Careca, pelo coxo marceneiro, pela vizinha Henriqueta que grita numa só voz: mataram-a! em sotaque algarvio genuíno, daqueles que só a idade mantém.
Cá vai um bocadinho, quase espntâneo, de pôr-do-sol....
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4:32 p.m.
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E as baleias....
tudo para dizer que longe da minha irmã meu coração fica partido...
e em sua honra e numa ligeira, mas sincera, homenagem às gargalhadas destas férias, muito potenciadas pela presença de dois forasteiros que aparentam quebrar, encher, preencher ou vir a fazer exactamente isso a senhoras das minhas lides, cá vai uma música que ainda ontem, estranha carneirada, entoou com a ajuda do Anacleto na Doca de Lagos, que é como quem diz "Legos".
Foi o Nuno, que não é apenas filho, mas também neto e como diria a minha avó: "Filho és, pai serás..." e eu cá arescentaria: "Log'quela queira!!!!!!"
Cá vai: Um clássico do REI, caros leitores:
Não é possivel que voce suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento
Não é possivel que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que voce deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e a fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Isto é lindo! ÃOooooo
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4:00 p.m.
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de volta a casa?!!!???
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11:52 a.m.
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quarta-feira, 26 de julho de 2006
conversa para lado nenhum
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2:36 p.m.
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segunda-feira, 24 de julho de 2006
produção criativa
Quando vinha para o trabalho estava em plena ebulição criativa com um sem número de coisas para por no meu blog. Neste momento só me lembro do presunto que a Tia Fernada mandou pelo correio e que infelizmente não posso tocar. Presunto de Trás-os-montes, da terra de onde sai a carne barrosã, daqueles nacos na pedra que fazem crescer água na boca, salgadinhos, a saltitar sobre uma pedra fervente. Hoje acordei cedíssimo e naturalmente sem precisar que um despertador tocasse. Às 9h30, de pequeno almoço tomado, de hamburgers de salmão grelhados e tomate cortado, dirigia-me nas calmas entre as faixas desertas de A5 para e empresa. Lembro-me de alguns pensamentos: comprei o pavimento errado e a sala vai ficar pirossissima. Tenho de comprar uma tinta bonita para dar vida aquele espaço. Preciso de entregar os papeis do IMI. Tenho de confirmar a nova morada. Vou ligar para as reclamações o IVA e exigir os 2500 euros que por lá andam cativos. Tenho de ver quando cai o Visa. Tenho de marcar as férias de Setembro. Acho que preciso de fazer madeixas - conclui enquanto esperava que um semáforo, já no Lumiar - ficasse vermelho. São estas coisas que me consomem, acrescidas à crescente celulite que invade o meu rabo e começa a descer na parte de trás das pernas. Mais: entregar fotocópias do BI para a conservatória, escrever os ditos para ler no casamento, comprar um presente para a nossa empregada que está grávida, comprar um presente para o Sr. Joaquim... enfim, tratar da vida, antes que ela trate de mim.
Felizmente para a semana estou de férias, pode ser que não me lembre destas consumições... Abraços...
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6:46 p.m.
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quarta-feira, 12 de julho de 2006
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4:46 p.m.
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eu e o meu frigorifico

Há coisas na vida que nos dão uma felicidade imensa. No fim de semana passado passei um sábado tórrido em viagens por Wortens algarvias que me obrigaram a atravessar toda a Via do Infante.
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4:39 p.m.
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por falar em comida
Na verdade não se põe à mesa, mas sabe bem. Fica muito melhor uma mesa com beleza do que com “feiura” e aqui atrevo-me a dizer que os olhos também comem, seja lá o que for que houver para comer e sem distinguir COMIDA de COMER: carne fresca ou menos fresca, mais ou menos colesterolizada, seja marisco, gourmet, popular, mais ou menos gordurosa, regional, fusion, alternativa, vegetariana… seja o que for!
Não sou esquisita na comida desde que me saiba bem e acho que a maioria de nós é assim – também diz a minha avó que quem o feio ama… Passa-se exactamente o mesmo com a comida. Há países em que os tubaros – testículos de um qualquer mamífero são considerados especialidades gastronómicas…Não consigo imaginar a beleza de um prato assim, mas como dizia, desta vez uma amiga minha – “põe-se uma almofada à frente e o resto e perfeitinho…”. Não sei bem se é assim, porque para certos pratos não costumo sequer olhar… De qualquer fora e terminando esta enorme metáfora: Quando a fome é muita… A cavalo dado… Meninas comam o que quiserem... pelo menos vão tirando o gosto ao dente!
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3:38 p.m.
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terça-feira, 11 de julho de 2006
EL Colesterol
Bom, alterei profundamente e radicalmente os meus padrões de comportamento. Continuo a fumar os meus 20 cigarros/dia, é certo, porque gosto muito deles e eles de mim, mas deixei de comer o que quer que seja com manteiga, óleo ou qualquer outra gordura – mau colesterol. Fritos, já eram. Carne, só de aves, pouca e cozida tipo a vapor. Legumes cozidos e esonsos ocuparam o lugar de estaladiças batatas fritas salgadinhas. Não como ovos, nem cozidos, nem estrelados, nem nada. Não há queijo, nem leite gordo. Iogurtes só magros, tal como o queijo fresco. Bolachas light – sem açúcar, sem sal e sem colesterol – que as há, e arroz basmati cozido sem tempero. Alhinho, com fartura, cebola, tomate e grandes saladas variadas e muitas sopas sem batata – que não faz mal ao colesterol mas ao rabo. E and nisto. Pior é que impinjo a dieta aos meus companheiros de estrada. O pai, que é magro, caminha para a anorexia aos 62 porque se sente bem ser o único prevaricador. A mana, aproveita a onda para delinear o michelinho que circunda a barriga, a mãe não se importa de tornear as curvas para o casamento que se avizinha. Bebo chás e vou ao celeiro. Peno muito em comida na onda – não posso comer. Sonho com alternativas que finjo simpáticas para me convencer. Já equacionei o hamburger de soja e a espetada de tofu.
Paro e penso: SE NAS PROXIMAS ANÁLISES ESTA PORRA NÃO TIVER BAIXADO JURO: ENFARDO-ME DE BATATAS FRITAS, CROQUETES E RISSÓIS. DE UMA LASANHA GORDUROSA E UM FONDUE DE QUEIJO. UM NACO NA PEDRA SALGADINHO E MEIO CRU, ESTUFADOS COM FARTURA, MARISCO – RIQUISSIMO EM COLESTROL – ATÉ MAIS NÃO E TRANCO-ME NO ARMÁRIO À ESPERA QUE ALGO ACONTEÇA.
Até aos 30 – e faço 28 dentro de um mês, tenho de resolver a minha vida.
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4:18 p.m.
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segunda-feira, 3 de julho de 2006
Para grandes males, grandes remédios
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2:35 p.m.
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quinta-feira, 22 de junho de 2006
Tributo a Jackson's alllllll

Por causa das coisas, este post é uma SINCERA homenagem a uma das minhas melhores amigas E DAS MAIS ANTIGAS. A caracoleta de olhos azuis achinesados foi amo à primeira vista e lembro-me que os tons claros dos nossos olhos se creuzaram aos 11 / 12 anitos nas escadarias deum liceu novo para cada uma de nós. Provavelmente uma camisola da Cenoura ou da Benetton, mais uma estética comum de menina para uma idade já de mulheres fez-nos acreditar que podíamos ser amigas. Hoje, aos 27 / 28 / 29 (estamos todas na fronteira) , lembramo-nos das cntas de casar aos 25, ter três filhos aos 30 e manter amizades para sempre. Só a última promessa se manteve, provavelmente porque foi a que nos parecia menos obvia na altura e mais interessante com o passar do tempo, os desgostos, as lágrimas, as anorexias, as alergias, as casas novas, as roupas velhas, os complexos, os 1ºs, 2ºs e 3ºs beijos, grandes ou pequenos amores, amores, maiores ou piores desilusões. Ela é brasil, eu sou lux, ela é risco nos olhos e fio dental, eu prefiro a cueca da avó e uma sombra subtil. Ela põe gel nas unhas (eu gostava mas não tenho paciência). Ela é azarujinha, poça e Gonzo. Eu sou avencas, guincho e costa. Ela é ginásio, eu sou mais praia. Ela é branca, eu sou escuríssima. Ela é muito mais família o que eu, que tb sou, mas não tanto. Trocamos de roupas, segredos e planos. Ainda acredito que vamos trocar alianças e testemunhar esses momentos, senão cá estaremos para sermos tias dos filhos das outras, que não nossos podem tb ser um pouco. Rimos e vamso continuar perdidas a rir, com sangrias, martinis biancos (mais ela) e gins e wiskys cola (mais eu). Os olhos não enganam, é mulher para o oriente - adora sushi - muito barato, se possível. É a nossa caracoleta de olhos achinesados, que tã bem lhe ficam. Mary jack, bate bolas, michael jakson, jackson's 5, e agora tenho uma nova para lhe propor de um filme que de certeza não viu - jackie "white". Big kiss baby doll das mãos pequeninas
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5:57 p.m.
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segunda-feira, 19 de junho de 2006
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11:01 a.m.
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quinta-feira, 15 de junho de 2006
não, não tenho paciência para cat stevens, nem para daNI MERCURY, NEM PARA carregar no caps lock, nem pra chuva em feriados...
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terça-feira, 13 de junho de 2006
terça-feira, 6 de junho de 2006
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Frase que me enviaram hoje, confesso que não gosto do termo com que termina, mas o sentido não está totalmente errado:
Se fores chata, as tuas amigas perdoam
Se fores agressiva, as tuas amigas perdoam
Se fores egoísta, as tuas amigas perdoam
Agora experimenta ser magra e linda...
....tas lixada!!!!
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12:49 p.m.
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quinta-feira, 1 de junho de 2006
inhozinhos....tão fofinhos!!!!
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6:51 p.m.
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a minha casinha

para quem se lembra de um post sobre uma casinha em Vila do Bispo, 20m2 sobre 20m2, aqui está apenas uma foto. debaixo da cortina é um quarto. lá em cima há uma mezzanine e do outro lado está a kitchenet.
mais fotos virão e os contactos para eventual aluguer... um abraço minha gente!
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6:11 p.m.
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tudo bem...
Tudo bem... não deixam comentários, não é?
Tudo bem!!! Muito bem! Então também não conto o que sei sobre "certas e determinadas coisas". Pelos vistos não vos interessa. Eu até podia dizer que há dias quando a Angelina me ligou... ui... Cala-te boca. Não posso falar. Pediu-me para não dizer nada a ninguém... Portanto não conto. Pelos vistos também não estão muito interessados, não é? Oraites. Não conto, não faz mal... só posso dizer uma coisa, o Xanana... não é melhor não. é melhor não dizer nada...ainda iam dizer que eu tinha expost a vida da Li...Ups.. não... nada, nada esquece, pronto.
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3:37 p.m.
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Estamos Ricas...
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3:07 p.m.
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Alívio
Está tudo mecanizado, penso. É só percorrer o caminho mais curto em direcção ao WC, chegar, pendurar a mala no cabide que, se Deus quiser há-de haver atrás da porta, limpar a sanita com resmas de papel, de seguida forrá-la com três tiras em duplicado. Finalmente, desapertar o cinto, abrir o fecho, flectir as pernas e deixar-me levar por esse infinito e inigualável prazer.... Mas não. Acontece que os meus planos saem furados. Saio do carro e esqueço-me do telemóvel no banco do lado, volto para trás, o comando não funciona, tento ser o mais rápida possível, abro o carro, tiro telemóvel, atravesso a correr o parque de estacionamento, estou quase lá. Subo, com pressa, o tapete rolante sendo subitamente interrompida por um carrinho Continente com três crianças lá dentro, espero. É só mais um bocadinho. Cheguei. Vejo, na minha direcção uma ex-colega de trabalho de uma amiga, desvio o olhar, mas é inevitável, ela quer conversar: “Então tudo bem?” Tudo bem...(respondo para apressar o fim de conversa) e contigo?... “Comigo... bem, não sabes?” (como é que eu poderia saber? não sei nem quero, por agora saber, mas diz lá?) O quê, aconteceu alguma coisa? (Cai-me ali num pranto) “Sim...olha não queres beber um café, custa-me falar desta coisas assim, desculpa lá... se calhar estás com pressa...” (sim...) Não! Quer dizer, tenho de ir num instante à casa de banho (não queria dizer para ela não ficar à minha espera a controlar o tempo que eu vou demorar, mas tem de ser...). “Então vai que eu espero por ti. Estou arrasada.” (também eu!). Sigo, no limite das minhas forças, para a casa de banho. Está fechada para limpeza. Vou à dos deficientes. Também está fechada. Viro rápido para a outra ponta do shopping. Esta está de certeza aberta. Fico na fila. Espero, com a perninha a abanar, pela minha vez - está tudo mecanizado na minha cabeça, penso. Entro. Não há cabide e a porta não fecha. Encontro uma estratégia alternativa. Faço pressão com a cabeça e seguro a carteira contra a porta que assim já fecha (dois em um, penso). Tento agarrar no rolo, mas dentro daquele redondel metálico com uma lâmina afiada para rasgar o papel só está o cadáver de um rolo. Não faz mal... É só chichi (no fim sacudo a pinguinha). Ops, saiu um punzito… é só ar sonoro… Não. Afinal estou com outras vontades. Solto a carteira e tento que fique presa entre o cotovelo e os joelhos, entretanto flectidos. Uma das mãos segura a porta a outra vasculha a mal. A porta, entretanto fica entreaberta. Tenho as calças nos joelhos e espero que não toquem no chão para não ficarem molhadas na bainha, de um líquido que não quero imaginar o que é. Só encontro talões de gasolina amachucados, ao menos um lencinho. Que se lixe, tenho dois da Galp, são macios. Ao fundo do túnel encontro uma salvação, um lenço ranhoso. Não. Afinal há um intacto, com restos de beatas agarrado. Pronto, estou safa. Que alívio!!!!! Volto ao mesmo sítio onde deixei a amiga da amiga que queria conversar. Está à minha espera. Sentamo-nos calmamente num café e ela fica a falar de não sei bem o quê enquanto eu penso nas coisas boas da vida.
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12:49 p.m.
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quarta-feira, 31 de maio de 2006
Degustação
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11:30 a.m.
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faltam 30 dias..
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1:02 a.m.
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um ano, dois dentes. O Simão quer um irmão, e se puder ter um telemóvel com imagens também vem a calhar. Ri-se desalmadamente com o dente de cima e o de baixo e eu para ele a fazer figurinhas ridículas que espero que a sua memória o faça esquecer.
Hoje percebo todas as tias, as minhas e as dos outros e aquelas que vibravam (e tanto me irritavam) a contar as gracinhas dos seus sobrinhos que para mim não tinham graça nenhuma. Não sei se é de ser tia... ou lá no fundo, no fundo querer vir a ser mãe. A verdade é que estou a chegar aos trinta???!!??!!!!
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12:47 a.m.
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Eu sou uma delas. A mais escura. Esta foto deve ter sido tirada no dia 18 de agosto, dia de anos do Tio Ccarlos. parecidissimo comigo. Leão, adora ter gente à volta, esperto, olhos claros, bom fundo, má superfície, ansioso, impaciente, empenhado, angariador de afectos... Eu fiz provavelmente 5 anos 3 dias depois, como sempre.
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12:39 a.m.
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nem tudo o que reluz é ouro...nem todo o ouro reluz
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12:32 a.m.
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terça-feira, 30 de maio de 2006
casamento
Esta forma de vida (Amália)... há amália e a amália, há ir e voltália... por falar nisso, a rita (minha irmã mais velha vai casar dia 15 de Agosto... uma mulher que esteve emigrada na França 8 anos e casa em agosto, no 15. Vá lá, se queres ver! É o quarto casamento deste ano e o que mais me entusiasma. Claro.
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5:49 p.m.
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um fio na cabeça é pouco... na sopa, é muito!
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5:47 p.m.
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Circo para o povo
Eu cá não me importo quero é festa! Isto está sempre mal. Aumentaram o IVA de 19 para 21 % (ou seja em tudo o que se compra houve um agravamento), que se lixe, eles estão a trabalhar. Agora em vez de empregos temos tecnologia. É um país tecnológico. Então se formos aos Arcos de Valdevez, às províncias aqui ao lado, no Ribatejo, no Alentejo, em Vila do Bispo, é ver tecnologia em cada canto. Não há casa onde não haja uma mini televisão da loja chinesa e uma calculadora da loja dos trezentos. É tecnologia a chegar. Portugal transpira tecnologia e – talvez devido a esta mudança de clima sue muito!!! Os restaurantes fecham às 10 da noite no Verão, época alta dos turistas que saem da praia às 9, ou seja no por do sol, tendo portanto de ir comer um sandwiche a um bar, ranhoso
, manhoso, aberto por lisboetas para a época balnear, portanto os dividendos desse turismo revertem para a urbe… é a tecnologia!
As auto-estardas têm cada vez mais vias verdes e cada vez mais portagens. É a tecnologia!!!! Os gabinetes multiplicam-se em avenças, que provavelmente trabalham… a partir de casa – regime de comodato… é a tecnologia! Portanto concluo que o Sr. Primeiro Ministro está a suceder-se muito bem. Choques tecnológicos a torto e a direito, nas estradas então…Enquanto isso acontece, temos ainda a sorte de um mundialzito a meio, com um trenador que quer é ir embora e jogadores que, juntos, num ano devem ganhar o mesmo que o estádio de Guimarães cheio de vimaranenses. Valha-nos que não somos nós que pagamos, aliás eles até devem dinheiro ao fisco.. que não pagam, é certo, mas devem...
Esta tecnologia deixa-me em estado de choque!
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3:32 p.m.
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Novos mercados
A pensar nos investimentos, lembrei-me de uma conversa, há uns tempos atrás com um amigo politicamente, ainda bem posicionado. Dizia ele, o que está agora é comprar toneladas de poluição. Quem comprar vai vender muito mais caro daqui a uns tempos, porque a EU vai obrigar os Estados-Membros a pagar grandes multas por excesso de emissão de carbono e outros poluentes. Na altura não percebi bem a conversa, ou melhor, não liguei. Agora, vejo nas notícias que grandes empresas e grandes grupos já têm a sua quota e “reservaram” espaço / toneladas de poluição para vender mais caro a empresas cuja actividade exceda os limites autorizados. Como, segundo percebi, a maioria das indústrias mais pequenas, ou menos grandes, ultrapassam os limites permitidos por lei e pelas regras comunitárias, abra-se aqui um nicho de mercado, que se diga, muito interessante. Faz-me lembrar umas notícias sobre um tipo que comprou espaço lunar. Aquém? Será que é de quem chega primeiro? Não devia haver um concurso público? Poderemos lançar uma OPA?
Outra coisa, e desta vez meio lunática: adorava ter um carro movido a electricidade. Não percebo porque é que os meninos do Técnico (IST) que são tão inteligentes, prestigiados etc etc não inventam transportes individuais movidos a energias renováveis. Eu, por exemplo, já não consigo suportar as contas de gasolina e não me importava de investir num tipo-smart para ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa e para os cafés e para a praia e para o shopping, e para a farmácia e para o supermercado e….
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2:53 p.m.
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ChiqueLAPA!

Estacionar na Lapa... boa vizinhaça! Chegar ao carro com pneu furado, porque estacionei em cima do passeio, respeitando a distância de carrinhos de bébé e velhinhos de bengala, porque é quinta e a noita vibra em santos, portanto residentes... vão de taxi para casa! Gastar um dinheirão para comprar um pneu novo, porque este "já não tem remédio" e ainda ter a velhota do último a observar-me e com um misto de troça e solidariedade dizer: "foi o daí de baixo... muito malcriado... mas a menina...tava no passeio, não é?". Eu e a fila toda e todas as filas da lapa que à noite dormem na lapa. Chique!
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dentes
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12:09 p.m.
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idiota
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histórias
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quinta-feira, 23 de março de 2006
Di...

Esta era a minha chefe. Uma grande amiga -1,75 . Foi até à cerca de um mês, agora já não é. Já fizemos tanta coisa juntas. Alguém diria "Tanta merda juntas" (eu nunca fiz nada disso com ela mas já assisti a esse momento, muito embora ela demore tempo a mais para a minha média de aguentar o cheiro). Somos muito diferentes, ela tem quase mais 20 cm do que eu, faz covas a rir. Eu também tenho, mas noutras bochechas, as minhas - covas - são várias e acentuadas.
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4:05 p.m.
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de volta
Cá estou eu, de volta, cheiiinha de novidades e saudades de deixar aqui a marca dos meus dias, para daqui a uns meses poder voltar a reler-me e rir das patetices que então eram tão importantes.
Por isso vou ser rápida, não me vou estender (ao comprido) com grandes divagações, opiniões, comichões, impressões, opressões, repressões e todas as outras acabadas em "ões" que inclui camiões, ou em brasileiro , caminhões, fogões, furacões, canções. O dia está feio e eu também. Estou cheia de sorte, pelo menos não me sinto sozinha. É sempre mais fácil sermos dois a viver a mesma sensação - e diga-se que ele está bem pior do que eu! Chove torrencialmente e ouve-se o vent a bater nos prédios enormes da quinta do lambert... lambert... lambert... não se lê o T e faz-me lembrar ... tanta coisa.
Volto daquinada... quisses e gudbais.
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3:57 p.m.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Fetiche
Cabem as mais diferentes porcarias sempre com uma boa desculpa… é fetiche. Sodomia, maso-sadismo, halterofilismo, o corpo besuntado com comida, banhos de chantili entre pêlos ou púbis rapadas, lutas de lama, frascos com pós que aumentam os músculos, algemas, cuecas pequeninas, wc’s de aviões, de discotecas, bancos do carro, tabeliers, relva, dispensas, quartos de irmãos, cama dos pais, rendas, folhinhos, cremes, tintas, sedas, tigresas, cera, objectos cortantes, silicones, botox, wonder-maravilhas para rabos e maminhas, tatuagens… enfim, um sem número de artefactos implícitos nos comuns conceitos de malícia e perversidade.
“É um fetiche que tenho!” ouvimos. Podemos, então, sujeitar-nos ou não aos caprichos, imposições ou meras sugestões dependendo da vontade, do agrado ou da submissão.
Geralmente vem dos homens.
As mulheres que sugerem são porcas, são desavergonhadas.
Ao homem muito mais é permitido do que à mulher. Há uns tempos escrevi isto, ou pelo menos disse: num primeiro encontro o homem que não insiste é tão mau como a mulher que se deixa ir. O homem que num primeiro encontro não tenta ir até ao limite é fraco, é panhonha e provavelmente nem sequer é másculo… a mulher que se deixa ir é fácil, descartável e em última instância não serve para namorar. Então porque se exige um comportamento que sugere algo que, na realidade não se deve concretizar se se pretende uma relação futura? É um perfeito contra-senso. Mais. A maioria das pessoas, homens ou mulheres procuram essa relação futura. Querem dar de caras com a tal cara-metade que estará algures perdida na multidão de gente com que se cruzam ao longo da vida.
Não faz sentido e é uma irracionalidade que alimentamos com os preconceitos societais impostos pela mentalidade portuguesa mesquinha. A frase “na horizontal somos todos iguais” é aparentemente de uma enorme brutalidade, mas reduz a uma simplicidade uma verdade inesgotável. Independentemente dos preconceitos, fetiches todos temos….e como diz o “outro” – um qualquer e qualquer um – andamos todos ao mesmo.
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10:38 a.m.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Euromilhões
enquanto o dia é mais ou menos igual ao de ontem , e muito provavelmente parecido com o de amanhã, acho que vou ver os tais investimentos. Mas confesso, preferia ser dondoca. Aliás, adorava ser dondoca. Adorava ter pasta, money, argent, pastel, cacau, massa, estar cheia dele, saltar-me dos bolsos, ser podre... Adorava. Digo já aqui, para o caso de ganhar um Euromilhões que não jogo, o que faria se fosse milionária:
- Comprava uma volta ao mundo...
- Um prédio com 8 andares, e arrendava todos.
- Uma casa, tipo quinta, palácio, palacete (até me tremem as mãos só de escrever!) em plena Lisboa.
- Criava uma empresa de transportes nacionais (para substituir a velha Resende e a famosa Eva, que me entala as pernas em cada viagem que não consigo evitar fazer).
- Oferecia ao país uma extensão do metro até ao aeroporto.
- Jogava na bolsa, no casino e no bingo até ao máximo imposto por mim, e pelo meu advogado, queria o não-sei-quê martins candidato a Presidente da República, de 50 mil euros.
- Tirava um curso de arte dramática só pelo prazer.
- Inscrevia-me novamente - e com vergonha na cara - no ginásio dos senhores Holmes e Place com link internacional.
- Oferecia um pé de meia, a meia e até o sapato às manas.
- Criava um centro Cultural na Vila dos Arcos de valdevez.
- Comprava um T3 ao B e... um carro novo - eu meu nome, está claro!
- Um flat em São Paulo.
- Um 18m2 em Paris.
- O máximo de terrenos que conseguisse...
- Um canal de televisão...
- Um rim novo
- Uma fábrica de sapatos
- Um kit de maquilhagem profissional
- Uma massajista tailandesa
- Um cabeleireiro
- Perucas de todas a cores, feitios, formas ....
- Uma televisão de écran XPTO
- Uma Play Station
- Uma Barbie (nunca tive...)
- Um partido político
- Vários políticos
Se ganhasse o Euromilhões, que não jogo, acho que teria de ser internada. É a velha mania das grandezas....
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1:19 p.m.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2005
pilas
Este efeito que os bebés provocam em nós, adultos faz-nos parecer ainda mais infantis do que eles próprios. Às vezes chamo ao Simão “lirulas” ou “pilas” e ele ri-se. Sorri mesmo, com uma expressão que também me faz sorrir. Provavelmente pensará, chamares-me pilas???
Pilas??? E solta uma gargalhada. Também eu soltaria uma se me chamassem pipis. E até poderiam chamar com mais propriedade porque afinal todas as Filipas são “pipas”, “pipis” e outros nomes parecidos. Mas Simão não tem nada a ver com pilas, muito menos com “lirulas”. Voltando às pilas, se fosse “pilinhas” ainda se percebia, agora “pilas”, não faz sentido nenhum – ainda só tem seis meses. Já “lirulas” parece adjectivo para maluquinho. “poki” é mais de desenho animado, “calhoto” vem de porcalhoto, mas ai também teria de ser condescendente. Se está porcalhoto é porque não lhe mudaram a fralda. Nada disso. Mas soa bem. Chamar a um bebé “pirulas” com aquela vozinha adulta a fazer-se de infantil sabe bem.
Sabe bem ver um “beps” a rir, sabe bem pegar nele dar-lhe abracinhos, e vê-lo cair de sono. Agarrar aquelas mãozinhas gordalhufas e fazer “festinhas de gato” e pensar que ele gosta mais de nós do que do outro que está ao nosso lado.
Patetas ou não, não resistimos a fazer gracinhas para ele nos devolver outras, a agacharmo-nos e imitarmos patos ou grunhirmos ou ladrarmos ou miarmos como se quiséssemos que ele também imitasse esse sons ou pelo menos os reconhecesse. O mais estranho é raramente sermos adultos ao pé dos bebés, porque no fundo é isso que queremos que ele cresça não a grunhir, nem a miar, nem a ladrar, nem a responder a uma chamada de “poki”, “lirulas”, “calhoto”, “bolinhas” ou “pilas” (e aqui já depende de como ele se desenvolver!), mas que fale e que saiba que é o Simão. Tenho de deixar de ser pateta.
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5:23 p.m.
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Uma amiga
Está aqui uma amiga sentada ao meu lado, meia inóspita, provavelmente a pensar na sua vida e eu na dela. Está a ver-me escrever, sem ler e a fumar um cigarro com as unhas pintadas de castanho escuro.
Somos totalmente diferentes. Ela é loira, olho azul mar, estreita, pequenina, muito senhora. Eu sou morena, ombros largos osso proeminente, não envolto em carninha. Ela gosta das festas, do social, das conversas de ocasião.
Adora coleccionar cromos que a bajulam a cada momento. Eu também adorava, noutro tempo. Os cromos são como os sapatos que transbordam do roupeiro do quarto, aliás do closet - ela tem um closet.
Vive numa casa com cortinas indianas transparentes e tapetes da Casa do Campo. Come fatias finas de fiambre do lombo, sem gordura e sem pão e tabletes de chocolate partidas em quatro quadrados gigantes. Bebe champagne na mesa de tampo de vidro da sala e fuma um cigarrito sem travar, realçando as unhas das mãos arranjadas.
É vaidosa. O espelho da casa de banho é enorme, e em baixo tem uma pedra que sustenta perfumes, cremes para todas as partes do corpo, maquilhagem para qualquer ocasião e bijuteria cara de qualidade evidente.
Tem uma balança transparente, e uma máquina anti-celulite. No hall espalham-se quadros, retratos estilizados por uma amiga pintora que realçam os seus mais finos traços.
No frigorífico tem colada a dieta Kellog’s Special K e na varanda um barbecue que nunca estreou. Não há roupa que não se use naquela casa. Não usa, dá. Não se renova e quando a espiral da moda voltar ao mesmo lugar, não recupera e nem sequer tem saudades. Não se lembra. Compra-se outra. Tem um portátil profissional e uma aparelhagem transparente e luminosa (encrustada???) na parede.
O sofá é enorme e ao lado uma mesa que guarda garrafas de wiskey despejadas à semana e colas light. Há bombons por todo o lado. Toda a casa é um bombom. Ela é um bombom. Sinto-me bem ali.
Ralha-me muito, é arrogante. Não gosta das pessoas que eu gosto. Às vezes é antipática. Tem humores. Mal agradecida. Impõe-se. Já me envergonhou quando se envergonhou a si própria. Nem sempre mostra como é. Não deixa que lhe toquemos no fundo. Tem um bom fundo. É como a sua própria casa. Não é a minha cara, não poderia ser. Mas gosto muito de lá ir, sinto-me bem lá.
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5:03 p.m.
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Saltos
Lembrei-me dos saltos dos sapatos, esses misteriosos andaimes, que podem transformar uma menina em mulher ou uma mulher em menina.
Os saltos são maquilhagem em cara deslavada. São cinto em jeans simples. São cortinados em janelas grandes. Quem anda de saltos está lá em cima, que anda sem eles, está cá em baixo.
De saltos somos altivas, falamos com propriedade, com autoridade, com pretensão. Convencidas e nunca vencidas. De rasos somos hippies, revolucionárias, estamos confortáveis, e vemos tudo com outra lucidez. Sentimos a pedras, não tropeçamos nelas. Andamos com segurança, sem medo de cair, de escorregar.
Com saltos bamboleamos, realçamos as nossas curvas, abanamos o rabo e temos dores nos pés.
Salto é de direita, raso é de esquerda. O salto é Gambrinus, é japonês chique. O raso é peixe grelhado à beira mar ou Bica do Sapato. Salto é Comporta - na variante de “cunha” – como raso é Sagres ou Gerês.
Sem saltos, esticamos as pernas, sentamo-nos num passeio, corremos sem parecer ridículas e temos dores nas costas. Os saltos obrigam-nos a beber pelo copo. Com rasos bebemos pelo gargalo. Saltos são descapotável, rasos são carocha, ou bicicleta. Saltos estão para natação, como rasos para bodyboard.
Saltos são bons para calças compridas, rasos são melhores para calções. O ideal é ter sapatos de todos os formatos e para todas as estações. Ultimamente ouvi falar do meio salto… é uma solução.
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12:26 p.m.
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Faz-me andar com um blush na carteira que uso imediatamente antes de sair do carro, ou no vestiário de uma loja qualquer. Obriga-me a pensar se as meias não estão coçadas – para não dizer rotas – e ver se o soutien e as cuecas não fazem lembrar a minha avó. Faz-me andar com um carregador de bateria para telemóvel no carro e memorizar dois números de telefone e procurar rede ao fim de uma hora sem ela. Impõe-me na memória acontecimentos do dia para ter histórias ara contar. Abre-me sorrisos estúpidos em filas de trânsito no regresso a casa. Dá-me tristezas e alegrias, saudades e vergonhas, abre e corta-me o apetite. Faz-me pensar se o fio dental é porcalhão ou sexy, se o verniz vermelho é ousado ou arrogante, se o gloss é espontâneo ou com efeito premeditado.
Vistas a coisas desta maneira, o amor acaba por ter um efeito estranhíssimo. Faz de mim mulher. Só isso?
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12:26 p.m.
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livros
Ás vezes, às duas da manhã, dá-me uma vontade súbita de ler. Fiz isso há dias, e agarrei num dos que são para ler – ensaios de Vaclav Havel. Três parágrafos depois estava a dormir profundamente. Tenho de escrever um...
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12:24 p.m.
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quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Sampa
Não tem nada a ver com praia porque nem sequer é Baía, não tem portos, nem mar e o único rio que por lá passa, o tiête é um lodo que arrasta excrementos de favelas maiores que Portugal todo junto e atravancado por prédios gigantes de grades de segurança que sobem ao terceiro andar.
Todas fingem orgasmos, todas preferem rapidinhas, todas são submissas e despreconceituosas. Todas agradam os homens e agradecem – e cedem a um pequeno agrado. Fácil. Todos olham para o lado, são malandros e malandrecos. Mas menos que no resto do Brasil. São vaidosos e siliconados nos locais que menos imaginamos e exibem músculos tão reais quanto os cabelos lisos. Consomem e consomem-se. Aos domingos à noite mais ainda. Na 25 de Março muito. E não se queixam, só dos políticos porque não acreditam nem se fazem acreditar. Cada um por si e deus por todos. Abro os braços mas não os fecho por ninguém. Logo á noite há balada, não querem vir?
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6:20 p.m.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2005
fim de ciclo
esta semana, um conjunto de pessoas alargado viveu a sensação de fim de ciclo. Esta sensação decorre dos fins de mandato sugfragados em 2001. para mim foram mais de quatro anos. Quatro anos de campanha, Câmara, governo, câmara e agora outras lides. Fizemos imenso. Eu trabalhei como uma louca e à vista estão no meu cucuruto plantados inúmeros cabelos brancos, grossos e firmes. Umas ligeiras rugas nos olhos e vincos na testa. Servem estas para marcar um tempo que chegou ao fim.
É fácil dizer que foi uma brincadeira, que se podia fazer muito mais, que foi uma gestão casuística, que não houve consensos que não se conseguiram cumprir metas e objectivos - que naturalmente se reduzem a um Parque Mayer, a uma Feira Popular e a um túnel que esteve parado. Excluíndo o Parque Mayer cuja solução foi recorrentemente inviabilizada por uma maioria de esquerda na assembleia Municipal, o restante foi obra cumprida. Mais. Fez-se muito mais e os bairros históricos têm muitos mais jovens. A cidade tornou-se mais apetecível face às periferias. Quando fui trabalhar para a campanha falava-se de Telheiras, Alta de Lisboa, Casal de Mouros etc. Agora fala-se na Sé, na Baixa, no Bairro Alto, em Alcântara, na Bica, em Santa Catarina, no Castelo.
Por agora não vou dizer mais....
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11:02 a.m.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2005
A Casa do Castelo fechou no fim de semana passado. Para grande pena de uma série de gente que agora terá de procurar um novo spot de verão. Durante não-sei-quantos anos esteve aberta na silly season – I’d rather say hot season - com musica comercial deixando ao rubro até de manhã ( e ás vezes à tarde ) gente de todas as proveniências e idades. Para mim é menos um problema. Invariavelmente, todos os verões acontece-me uma coisa estranhíssima – uma hesitação entre o ir e o não ir a uma festa que sei que vai acontecer na Casa do castelo. Este ano fui a uma. Foi exactamente no sábado passado. Em plenas avencas recebi um telefonema desafiador e resolvi ceder. No programa o que mais me aliciou foi a possibilidade de ir jantar a um restaurante em plena 125 cujo menu se destacava pelos baixos preços de um leitão, uma picanha, uma sangria e outros gourmets ( que ensaio para incluir no menu do meu restaurante em Paris – cf. Artigo anterior). Adorei, confesso. Demorámos hora e meia a chegar e o jantar foi de cair para a banda…. Depois o resto. Casa do Castelo, um amigo que nos encaminhou e encurtou substancialmente a fila, cartões de 30 euros que nem as tostas encheram porque sem darmos conta acabamos por entrar na zona “bar aberto” e ali ficar até ser dia.
Disseram-me que houve fogo de artifício, aviões, palmas, lágrimas, óculos de plástico oferecidos por um patrocínio qualquer, gente gira, gente feia, cabeleireiras fashion e outras da banlieu, unhas de gel, tops da zara e Bubble. Eu não vi nada disso. Achei que a discoteca estava gira, gigante, impessoal, e igual. Não vi nada de novo senão casais da moda que há muito não encontrava ao vivo. Fui à tal festa de Verão e foi suficiente.
Para o próximo ano não há mais. Paciência. Acho que não vou sentir muita falta, aliás nenhuma. Para o ano vou, de certeza encontrar os mesmos de sempre num outro lugar qualquer porque as alternativas encontram-se, nunca se esgotam. Agora ao tal restaurante vou voltar de certeza. Esse não vai fechar e deixou-me saudades… e água na boca.
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11:32 a.m.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2005
Negócio
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terça-feira, 16 de agosto de 2005
Estamos ricas
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terça-feira, 9 de agosto de 2005
Aquece o Coração...
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sábado, 16 de julho de 2005
As coisas que não se dizem
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Mas há mais...
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terça-feira, 28 de junho de 2005
Ignorância
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quinta-feira, 28 de abril de 2005
Brincar às casinhas
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sexta-feira, 22 de abril de 2005
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20 euros
e um saco cheio. Habitat retail, no Sintra Business (não Retail Park como parece ser). É ridículo ser um outlet num business park e no retail park não haver outlet de coisa nenhuma. Mas é mesmo assim. O mais importante: duas molduras esfaceladas nos cantos, um caixote do lixo inox amolgado à SUPERFÍCIE, três suportes de velas a euro cada, metal riscado, um prato cor-de-laranja gigante e um comedouro para animais, de duas taças. Estou bastante satisfeita porque só o volume das compras justifica os 37 euros gastos(10 de gasolina + 20 das compras + 2.30 das portagens + o restante para um café e um cake...). Sou tão permeável ao mau gasto... mas antes que mau gosto.
Nota: Hoje, o Governo anunciou que vais colaborar na campanha para as autárquicas, fazendo assim transparecer a proximidade dos governantes com tutelas chave com as orientações políticas locais. Parece-me óbvia a promiscuidade. Pergunto: Se fosse à poucos meses atrás não estaria a sic notícias em inquéritos ininterruptos sobre a questão? A TSF com os costumeiros odiosos a desancar o governo dos abutres? Não gritariam os opinion makers mais trapalhadas para quem, pelo menos tentava dar um rumo a um país presidencialmente açaimado? No for the questions! (não sei se se escreve assim, mas perdoem-me, este PC não tem corrector ortográfico).
Abracinhos.
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sexta-feira, 15 de abril de 2005
Baby love
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segunda-feira, 4 de abril de 2005
Não compro Cd's
Tenho este estigma... não compro cd's. Não sei bem porquê, e até gasto muita pasta em porcarias, sobretudo naquelas que não ficam para a memória, mas não compro Cd's... talvez por não ter uma aparelhagem XPTO nem um quarto que me suscite horas de relaxamento. Também não sou do género "relaxada"... sobretudo no mau sentido que a palavra tenha implícito. Estou aqui a escrever e a ouvir o "Diário de Bridget Jones 2" e a adorar algumas músicas, mas o problema é de sempre, não consigo saber quem as canta, só as letras e os ritmos...e associa-los a pessoas, locais, factos, acontecimentos, épocas... a tudo. Dei a volta ao meu quarto para evitar olhar para os apontamentos da minha irmã. Não sei o que é CRM e não me apetece saber... encontro todos os pretextos para não estudar, volta o dilema de costume, mas desta vez não tenho desculpa...
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