quarta-feira, 30 de maio de 2007
quinta-feira, 3 de maio de 2007
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segunda-feira, 30 de abril de 2007
Jane Birkin / Serge Gainsbourg, Je t’aime, moi non plus
Se tentassemos em português ficaria de uma pirosada extrema, a definição acabada de pavor: eu amo-te, eu amo-te (Je t'aime je t'aime) Eu já não (Moi non plus) Oh meu amor! (Oh mon amour...) Eu vou e venho... (Je vais je vais et je viens). Em inglês soa bem, ganha a onda chill out de sábado à tarde em bar da praia... não pensamos em inglês, não no sentido daspalavras mas na melódica combinação que nasce delas. Soa bem. Soa pior quando num fórum qualquer ouvimos Star up, benchmarking, up side down, pela voz daqueles de cuja utilização correcta desconfiamos. Para já ainda há quem consiga enganar.De qualquer forma é este desconforto com a nossa sonoridade que dá gás a quem quer usar o inglês para soar melhor, é a nossa avresão pela simplicidade em português do "xupa xupa no dedo" e d'"eles olham pra direita e pisca pisca" da Rute ou de uma Marlene mas da tolerância por "No natal passado, dei-te o meu coração, e no dia seguinte, deitaste-o fora... este ano ... vou da-lo a outra pessoa" do Geroge (e não Jorge), que faz de nós ligeiramente patéticos e algo ridiculous.
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
Dia da Liberdade
Eu sou de outra geração, a geração pós 25 de abril, também já chamada de geração rasca. Esta geração, que os nossos pais, tios que lutaram pela liberdade numa altura em que se sentiam que ela faltava está também cativa de ter nascido pós 25 de Abril. É a geração que na realidade não lutou para conseguir a liberdade de expressão, pela democracia, pelo sufrágio universal, pela igualdade de direitos, nomeadamente no acesso à educação, saúde, e mesmo acesso às instituições - políticas por exemplo. Mas o facto de termos nascido e 70 e tais ou 80 (entas) impede-nos de ter esse mesmo ónus, ou seja, somos menos, temos de provar mais para mostrar que valemos tanto quanto aqueles que lutaram.
O que hoje sinto é que o poder político está entregue a muitos analfabetos que ergueram bandeiras sem saber, ao certo o significado delas. Que estiveram nas RGA, nos MRPP. Que - quiçá por preguiça - se recusaram a fazer parte da mocidade portuguesa. Que colaram cartazes e isso foi decisivo para lugares partidários e políticos que, por via da liberdade, se mantiveram eternizados no tempo. Os nossos libertadores hoje estão agarrados àquilo que foi uma conquista importante no passado e no futuro daquele tempo, mas aquilo a que apregoaram em voz alta, hoje perdeu-se nos corredores das câmaras municipais, nas juntas de freguesia, nos passos perdidos, nas galerias do parlamento.Hoje ter acesso à política, entrar num partido é possível com um empurrão das pessoas certas. Ser nomeado para um qualquer lugar depende quase exclusivamente da umbrella partidária ou económica - veja-se o caso Morais. Não basta ser bom, e isso é o défice democrático que eles não conseguiram, ou melhor... nos impuseram...
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terça-feira, 24 de abril de 2007
MY PLACE
Não podia deixar aqui de por um dos sites de eleição para organizar viagens, fazer surpresas, conhecer lugares imperdíveis com um gosto refinadissimo de fazer inveja...
my place
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Finalistas
Trata-se de uma votação para prémios atribuídos aos finalistas da nossa turma, que aqui reproduzo. Hoje alguns chegaram a ser aquilo que lhes atribuíram na altura, outros não.
Não sabendo ao certo qual venci, sei, pelo menos, as nomeações que me atribuíram.
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4:39 p.m.
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terça-feira, 3 de abril de 2007
Gobbels e Globos

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quinta-feira, 29 de março de 2007
quarta-feira, 14 de março de 2007
decisões
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Hoje a discussão, no fórum da TSF, foi sobre a importância dos blogs no debate político. Quando comecei a escrever no filipedo, que mais tarde veio a ser desgostonorosto, sempre com o título achanatar, em 2004 nunca imaginei que tão rapidamente este canal se tornasse num quase diário público.
Para mim, ainda continua privado. partilho com poucos, mas gosto de comentários. Serve sobretudo para me divertir, para escrever e descrever estados de alma, ideias, paixões, parvoíces, reflexões e desabafos. mas serve também para guardar memória de acontecimentos da minha vida. Hoje guarda quase três anos de memória numa cadência quase sempre regular. Tenho várias visitas de perfil, mas muitas mais de post. Mudei de nome, uma vez, porque temi que a minha privacidade fosse violada. Se fosse por gosto, muito bem, mas nesse caso não era. Ao visitar o passado vou-me divertindo. Não tenho aspirações pseudo-intelectuais, nem o meu registo é dessa aparente e supreficial vaidade. Prefiro esmerar-me in real life, com outras coisas. Não podia deixar de dizer que visito outros, esses ditos bons e divertidos. Mas adoro o meu achanatar, cmo também gosto particularmente da Juanitta... Não há Rewind, só Fastforward. Já tive músicas, e a que mais gostei foi o Psyco Killer. Já me identifiquei, mas não exagero, porque o melhor mesmo é podermos dizer o que quisermos sem nos maçarmos que nos identifiquem. Talvez isso mesmo seja cobardia. Eu chamaria antes precaução.
Abraços...
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segunda-feira, 5 de março de 2007
O pecado...
E falando de quilos a mais tenho algumas questões que me enervam e por muito que pense não consigo encontrar respostas. Porque é que quilos se escreve com q de nove e quando queremos simplificar pomos kg (com K) …. Porque é que os números da roupa, pelo menos da feminina que é a que melhor conheço, andam sempre aos pares, ou seja, não existe quem vista o 35, ou veste 34 ou veste 36. Porque é que nós dizemos o 37 de pés e os americanos dizem o 5. Tanta convenção e na realidade isto é mais ou menos como o Tratado de Kyoto, os americanos fazem sempre diferente…
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4:25 p.m.
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MONA LISA...
Para além de que aquela pose, e aquele semi-sorriso são extremamente irritantes. Ela não é bonita, ainda que possa estar bem retratada e maravilhosamente pintada.
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... e também por causa desse filme e do diamante de sangue que aguardo ansiosamente a estreia numa sala perto de mim, que já me estou nas tintas para o Gael.... guess why?
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Entre Inimigos
Para fazer render o dia, que acaba rapidamente resolvo ir ao cinema, a tempo de sorver Scorseese. Quero poder falar (bem ou mal) do vencedor absoluto dos Óscares com a certeza que o filme é genial. Não tenho qualquer dúvida mas quero confirmar com a minha experiência. Matt Damon no seu melhor ao lado de Leonardo Di Caprio que já não me surpreende. Jack Nicholson justifica a sua presença no anfiteatro da gala da Academy of Motion Picture Arts and Sciences. Absolutamente notáveis quer no desempenho quer pela força dos papéis na trama. Um filme diferente, mas genial onde saímos cansados da enorme tensão que sentimos em todos os momentos. No Palmeiras, às 3h30 a sala está a metade. Um recorde para o espaço que vive habituado a uma média de 5 lugares (se tantos) por sessão. Sem pipocas, sem barulho, assisti ao filme à moda antiga e tive direito ao intervalo para ganhar energias para a segunda parte. É daqueles que me deixa a pensar quando abandono a sala, que anda tão rápido que quase não tenho tempo para articular todos os movimentos. Absolutamente genial. Um gosto para acabar com este desgosto estampado no meu rosto.
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12:19 p.m.
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tédio
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sexta-feira, 2 de março de 2007
Feudos
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Filmes...
Entre bons filmes e maus filmes vou deambulando na minha fase mais cinéfila possível. Estou doente por filmes e entre estes, entregas de Óscares, block bostas, multas de atrasos e críticas e procuras na net por mais informações... Não me sinto mais culta mas mais informada com algum medo, confesso, de deixar cair o meu consciente na ficção. Acontece-me de vez em quando e tema que seja sinónimo de
deslize para a loucura. Por exemplo, ao ver um Dr. House imagino o meu corpo por dentro...que temo que esteja infectado, que esteja
carcomido... enfim, mas vou-me divertindo e obcecando...No filme principal que diariamente assisto a uma sequela sou apenas figurante. Assisto quase passivamente a um filme que diria um misto de hitchcok com Alejandro González Iñárritu. O primeiro cria suspense até ao último minuto, misturando, por vezes malícia e perversidade. O segundo tem várias histórias em simultâneo que juntas dão-nos uma visão holística da realidade. Não posso adivinhar o fim desta história que esta a ficar cada
vez mais macabra. Não é uma novela da globo onde possa ler num site brasileiro os próximos capítulos, mas a minha intuição, que geralmente me oferece um pouco mais do que o óbvio, não me dá pistas concretas. Sei que na trama, quem se trama são os figurantes. Os danos são colaterais - como no Match Point tão bem disse Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers) e por vezes justificam-se em função de um objectivo superior. Tal como na guerra, na tela - nesta tela especificamente - não tenho grandes dúvidas que os personagens
principais vão acabar bem. Já quanto a nós, que somos tantos, que participamos menos, seremos certamente aqueles que apanharão as balas e darão o corpo para salvar os outros, porque alguém tem de sair bem...Só o realizador pode mandar o argumentista mudar o caminho e... há sempre excepções...
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12:57 p.m.
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Strip tease
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11:00 a.m.
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Não és tu, sou eu...
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12:44 p.m.
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
enfeirar
Quem não gosta de enfeirar? Hoje ouvi esta palavra, enfeirar. Enfeirar é bom, cansa, mata, mas é bom. E por falar em enfeirar, veio à conversa perfumes falsos. E daí saltamos para as antigas lojas da baixa que vendiam colónias a litro. Depois lembrei-me dos kit's natal que eu e as minahs irmãs preparavamos:
- cestas compradas nas feiras do minho
- tiras de papel desfeito
- bolinhas de óleo de banho do boticário (compradas à unidade)
- pequenos sabonetes individuais (de hoteis)
- frascos de amenities dos hotéis (shampos rascas e gel de banho)
Tudo juntinho e bem embrulhado faziam as nossas delícias que impingiamos a toda a família.
Tanta imaginação desperdiçada...
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6:10 p.m.
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Os testículos do Jardim
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
O ridículo carnavalesco
É interessante ver como em mim se operou uma mudança face ao Carnaval. Quando era miúda adorava passear com uma máscara fosse ela qual fosse. Um passeiozito a Belém com uma peruca handmade, de meias de lycra e lãs grossas cozidas. Ia ver os meninos vestidos de zorro ou cowboys e as meninas de damas antigas e fadas. Nunca consegui ser fada, nem princesa, nem rainha, nem dama antiga à séria com armações de ferro dentro do saiote. Não consegui porque a minha mãe nunca me proporcionou esse imenso prazer. Ainda tentei e estive lá perto, mas mais não consegui do que puta fina exagerada nas minhas bochechas redondas ou puta pobre com camisas de dormir dos anos 70 e tules rosa.
As festas também seguem a mesma linha… já não há baús, nem originalidade. Já não há aquele investimento na novidade que nos obrigava a uma procura profunda nos confins de um armário da avó. É mais fácil, mais prático, mais barato até ir vestido de chinês.
Nos nossos corsos, vemos o novo samba português, em carinhas brancas de bochecha rosada que tentam resistir ao frio e à chuva que insiste em não dar tréguas no sempre diferente dia de Carnaval, em trajes que antevêm constipações, gripes, senão mesmo pneumonias.
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11:56 a.m.
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Gael
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11:22 a.m.
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Um bom casting
Dos filmes que nos fazem esquecer tudo e nos colam à tela com uma vontade que a história dure, dure, dure…
Nas minhas Na verdade o que mais me incómoda não são os protagonistas, mas a trama. Quando o filme é mau, é mesmo mau e não há actores que por muito conhecidos que sejam o possam salvar. Muitas vezes servem até para arruinar carreiras já estabelecidas. Quando o filme é bom então pode até ser a escada lançada para o pódio da fama, quiçá para a estatueta. Foi assim com Peter O’Tool em “Lawrence from Arabia”, foi assim com "O Pianista" (um Andy narigudo), foi assim com tantos.
Também e assim em política. Se o elenco for médio o filme até pode ser salvo. Se o elenco for mau, não há trama que sobreviva. Tudo depende portanto da trama e do elenco. É a conjugação deste dois que pode assegurar a salvação do filme. Quando a trama não é boa, o elenco não presta, os figurantes são de segunda e o protagonista não sobressai por qualquer qualidade – apenas por não ter um historial mau – então será mais um filmezito, provavelmente medíocre que dependendo do investimento poderá para pagar o gasto ou nem isso, podendo, quiçá, levar à ruína daquele estúdio.
Um bom casting é fundamental e desta vez MM não foi exímio na escolha…
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11:10 a.m.
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
a mobilidade
A EMEL vai recrutar mais 50 funcionários. Num momento em que a CML atravessa uma crise profunda e onde não há discurso onde não se fale da sua "grave situação financeira", onde não há serviço onde não se sinta os efeitos dessa grave situação financeira, quer pela falta de tinteiros, pela falta de folhas, pela falta de papel higiénico, pela fala de cd's para gravar documentos... é de admirar que se vá acolher numa empresa mais 50 funcionários. Mais ainda de admirar quando existem empresas paradas, com recursos humanos parados, e sob as novas normas da nova lei do sector empresarial local. Seria de esperar que o Senhor Presidente, decalcando para o município os exemplos da administração central exigisse das administrações das suas empresas a aplicação do exemplo de mobilidade de funcionários. Seria de esperar que pusesse a trabalhar funcionários que ganham e que nem sequer aparecem nos respectivos serviços. Não é difícil saber onde estão, nem sequer é preciso procura-los...
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12:45 p.m.
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e nós...
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12:31 p.m.
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
e ainda assim
Para a memória, recebi um ramo de flores.
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11:42 a.m.
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
para partilhar
descobri que há muita gente da minha idade que não se lembra de alguns desenhos animados que fizeram as minhas delícias enquanto criança. Gostava de partilhar alguns deles:
Estrunfes
Benni Flápi
É bom ver na floresta o sol nascer
Flora (...bonita... flora)
Tom Sawyer
Dartacão e dartagnan (versão tarduzida)
Bia (B e á Be é babe, ...)
Les Aventures de Tintin
Heidi
leves reminiscências de Marco
Médico que entrava no corpo humano e reconhecia as células (em francês com legendas)
He-man e Shira (I have the power of gracekul)
Abelha Maia
Pantera Cor-de-Rosa
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12:00 p.m.
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aquela cativa
Se ficar cativa mais cabelos brancos, mais desmotivação, mais desespero, mais conversa mole, mais desabafo duro, mais desconfiança, mais distância, menos realidade, mais ficção, mais confusão, mais ignorância, mais arrogância.
Mas também mais jantares, mais viagens, mais sapatos, mais curso, mais cabeleireiros, mais unhas, mais cedo ou mais tarde caso, mais campera, mais saldos, mais cinemas, mais teatros, mais sala, mais computador, mais ratos, mais fotocópias, mais impressões.
Se me libertar, menos tudo o que é mau e menos de tudo o que é bom…A escolha é difícil.
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11:58 a.m.
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e mais uma semana...
Não que não goste do António Pedro – até simpatizo. Mais eu com ele do que provavelmente ele comigo – mas ajudem-me a perceber o que aconteceu com a malograda EPUL que continua a premiar o estado de latência e (inocência) de quadros, premiados, vitalícios; Que continua a distribuir gordos ordenados a (gordos?!?) administradores sem aumentar os funcionários de base. Que vai comendo todos os dias um bocadinho do meu imposto autárquico.
Digam-me também onde pára a sindicância. Digam-me já agora onde param os competentes, que há muito não os vejo, neste Portugal de anõezinhos, porque a nossa pequenez é adulta e a mesquinhice só existe nascida da sua própria consciência. Estou farta disto tudo. Sexta feira volto a jogar no Euromilhões.
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11:44 a.m.
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
lá lá lá lálá

Aliás, o dia de São Valentim, faz-me lembrar o fim de ano… quando somos obrigados a ter de nos divertir a arranjar uma festa à pressa para ir senão… somos uns tristes ou pelo menos sentimo-nos assim, porque a sociedade assim nos impõe. Não recebi nada, não vou oferecer nada e estou ansiosa que chegue o Carnaval. Nesse, corro por gosto!
"Não sou rato, da cidade, nem do campo, nem do espaço"
"Topo Gigio, Topo Gigio, és um grande amigalhaço. Diz-me lá, que tipo de rato és?"
"Eu sou teu amigo e vivo no sotão de um estudio de televisão... e diz-me tu, que tipo de homem és"
"Eu toco piano e sou teu amigo do fundo do coração"
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5:41 p.m.
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Valentinas e Valentões
Voz Aguda. “não sou rato, da cidade, nem do campo, nem do espaço”
Voz Grave “Topo Gigio, topo Gigio, és um grande amigalhaço”.
Eu prefiro a linda, linda, que provavelmente influenciou o tratamento curriqueiro que se partilha entre amigas e namorado “então lindinha”, ou “que tal linda?” tratamento este totalmente independente da fisionomia da intelocutora….
Enfim, valentins e valentonas de hoje e de todos os dias, “minhas lindas”, tenham um óptimo dia de São… e não se esqueçam, que vem ai o dia dos avós, o dia dos netos, o dia do não fumador, o dia de atar os sapatos, o dia de beber uns copos, o dia de Carnaval, o dia de entregar as declarações de IRS, o dia de fazer cocó coom força e por ai fora.
Xau lindos…
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5:15 p.m.
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sobre outras coisas
Acabei a primeira parte de última fase do meu Mestrado. Não posso dizer que não seja Mestre, porque há luz dos novos conceitos de licenciatura, a minha, ao que parece, equivale a um Mestrado. Portanto, sendo, embora não me considerando Mestre, insisto em querer sê-lo duplamente, para poder dizer com a convicção dos antigos que falo ou escrevo com Mestria.
Embora cansada, não posso deixar de dizer que este esforço tem valido a pena, porque ao contrário da PG - um anos de aulas, repartido por três trimestres de avaliações intensivas - os conhecimentos adquiridos ultrapassam sobejamente o que até aqui consegui. Tirando do pacote algumas chachadas, que descreveria como manuais medíocres gráfica e pateticamente adaptados a númerosos slides de Power Point debitados por maus oradores, mal preparados e inconscientes do público presente, o saldo foi positivo e não posso deixar de notar uma consistência curricular que deixa de fora apenas finanças.
É por essa razão que me sinto satisfeita e mais ainda, que me sinto esperta. Fazia-me falta, há um tempo atrás, enriquecer a minha carteira de conhecimentos, o meu léxico e o meu leque de domínios. Por isso grito, qual grito do ipiranga -estou livre!!! ou pelo menos, quase...
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4:27 p.m.
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só para terminar...
ainda sobre o aborto, não podia deixar de dizer que tenho visto tanto, cruzo-me com tantos durante o dia que... é uma pena que não tenha sido liberalizado há mais tempo... eventualmente seriamos todos mais felizes...
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4:25 p.m.
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o aborto
Ganhou o sim, e eu não festejo embora tenha votado sim. Por duas razões não festejo:
1. porque não se festeja uma coisa que deve ser óbvia, é como dizer vamos festejar não entrar droga nas prisões, ou vamos festejar que se tem de pagar o IRS ou vamos festejar que o tribunal Constitucional obrigue os políticos a declarerem os rendimentos e seja consequente com aqueles que não só ultrapassam os cargos legais para o fazerem, como se recusam a faze-lo. Isso não se festeja, como não se festeja que, se todos concordamos que as mulhres não devem cumprir penas realizando abortos nas 10 primeiras semanas de gestação, então a lei que se adeque.
2. porque abortar é feio, porque é doloroso e porque não credito que algúem se mova a fez-lo sem que tenha razões muito fortes.
Por isso não festejo, nem congratulo. Não fico contente. Acho, simplesmente... normal.
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4:19 p.m.
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
ainda aborto
Não será ignorar as mulheres que são pontapeadas na barriga, ou empurradas de escadas para realizarem abortos "espontâneos" em aldeias recônditas no interior do país?
Não será ignorar a evidência que se existe o aborto clandestino, este continuará a existir e as piores "casas" que o realizam continuarão a faze-lo sem serem responsabilizadas quando este não corre bem? quando há complicações posteirores?
Não será a realização do aborto uma mal inevitável que presistirá, legalizado ou não, como a prostituição, a venda de produtos ilícitos, etc etc.
Acreditam que os movimentos que se têm revelado pelo Não não continuarão a ter um papel, cada vez maior, sendo aprovada a lei, de dissuadir as mulheres a realizarem o aborto, e só em último caso terem de optar por esse caminho?
Não será uma hipocrisia o que aconteceu até agora a quem realiza aborto - uma mulher que tem dinheiro pode assegurar faze-lo com todas as condições e uma que não têm arrisca-se a faze-lo sem segurança e sem responsabilizar os intervenientes?
Não seremos nós a tentar impor uma política de natalidade quando nós não somos o legislador nem o estado e vivemos num país com os piores salários da europa, a gasolina mias cara da europa, as casas mais caras da europa, a qualidade de vida pior da europa, a produtividade pior da europa, o crescimento pior da europa?
Não serão muitos dos mandatários do sim, pessoas desligadas da realidade do interior do país, onde há quem morra porque provocou "desmanchos", porque tem de trabalhar no campo para sobreviver. Porque não estudou porque a escola ficava a 30 km de casa. Porque a cultura não chega lá. Porque não têm nomes sonantes nem berços vibrantes. Porque lhes faltam dentes e mal sabem escrever. Porque não percebem uma palavra de inglês. Porque há vergonhas de comprar preservativos. Porque se tem optar entre os preservativos e a carne.
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4:50 p.m.
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
a minha fase proverbiana...
Estou numa fase proverbiana pelo que passo a citar alguns que são do povo , como eu...:
"Voz do povo, voz de Deus" (sondagem)
"A espada e o anel, segundo a mão em que estiverem." (Os incapacitados...)
"A cadela, com pressa, pariu os cachorros cegos." (O que lhes aconteceu...)
"Vem a guerra, vai a guerra, fica a terra." (nós e eu)
"A primeira, qualquer cai. À segunda cai quem quer" (a tentação...)
"A razão e a verdade fogem quando ouvem disputas." (aos partidos)
" Amigo que não presta e faca que não corta: que se percam, pouco importa" (o meu conselho)
"As obras falam, as palavras calam." (o que eu aprendi)
"As palavras voam, a escrita fica." (quem sabe... sabe...)
"Mais vale um que saiba mandar, do que cem a trabalhar" ( e não aprendem...)
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5:46 p.m.
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DESPENALIZAÇÃO
Entendo todos os argumentos do Não e dos movimentos que lhe dão voz e, se há coisa que mais me transtorna, me incomoda e me deixa triste, é imaginar o que deve ser fazer um aborto. Abortar uma gravidez deve constituir para a mulher uma das maiores dores na alma. Uma espécie de auto-flagelação voluntária, que marca e marcará para sempre.
É por essa razão, e por acreditar na tese de Rousseau, que não tenho dúvidas que, mais ou menos conscientes, qualquer mulher é contra a realização de um aborto. É por essa razão que acredito nos Movimentos que existem, e cada vez mais devem existir, para dissuadir as mulheres a realizarem-no. A apoiarem a sua opção de manter a gravidez, por muito indesejada que seja. É por essa razão que acho que manter a gravidez deva ser a primeira opção.
Penso que a despenalização trará várias vantagens e não será mais do que mais uma opção: "se eu fizer aquilo que hoje já posso fazer, então posso faze-lo nas condições em que devo fazer. Se não correr bem, não tenho de me trancar em casa e esconder-me no meu silêncio envergonhado – que será sempre – dos médicos e dos hospitais. Vou poder denunciar e responsabilizar quem não está devidamente credenciado para o fazer. Posso evitar os pontapés na barriga que o meu companheiro me vai dar para ter um “desmancho” ou posso evitar a queda de dois vãos de escada abaixo, com o apoio e o acompanhamento devido. E quem sabe, se despenalizando, essas associações que a maioria de nós não sabia que existiam, não estarão mais próximas e me darão uma outra alternativa quando eu já não acredito ter mais nenhuma senão uma cave escura, um pontapé, umas escadas ou uma intoxicação por comprimidos que me poderão matar."
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Pastilha Elástica
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3:43 p.m.
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a promiscuidade do meio
Depois de uma curta ausência senti a necessidade de regressar, li um artigo do Vital Moreira no público, cuja origem é a Lusa. Amei a sua intervenção no debate sobre a DESPENALIZAÇÃO do aborto nos Prós e Contras e a argumentação que cala qualquer interlocutor. Não vale a pena insistir em elogios porque, até me sinto ridícula tecê-los a tão ilustre pessoa.
Reza o tal artigo:
"Vital Moreira condena que um jornalista saia de assessor do Governo e comece a escrever artigos de opinião sem que nada aconteça"
Audiência parlamentar sobre a comunicação social
Vital Moreira afirma que há promiscuidade entre jornalistas e governos
Lusa
04/11/2004
O constitucionalista Vital Moreira afirmou hoje que existe uma relação de promiscuidade entre os jornalistas e os governos e defendeu a necessidade de uma entidade reguladora para fiscalizar a actividade dos profissionais da comunicação social.
"Faz-me imensa impressão que um jornalista saia de assessor do Governo e comece pouco depois a escrever artigos de opinião sem que nada aconteça", referiu o docente da Universidade de Coimbra, durante uma audição parlamentar promovida pelo PS sobre a comunicação social.Falando após os jornalistas Joaquim Vieira, Inês Pedrosa e José Pedro Castanheira, Vital Moreira defendeu a necessidade de haver "regras" que obriguem um jornalista que tenha sido assessor de um governo a "ficar de quarentena".
Concordo inteiramente. Mas mais me choca a possibilidade de um tipo abandonar cargos francamente relevantes no Governo e imediatamente poder ocupar lugares de topo em empresas cujo objecto, o lugar que ocupava tutelavam. Ou poder aceitar convites de empresas privadas onde o ministério a seu cargo viabilizou negócios… e se não o ministério a seu cargo, outros ministérios seus pares, porque, como diz o povo: uma mão lava a outra e as duas lavam a cara. E no caso de assessores e jornalistas, estamos a falar de quem tem por vezes dificuldades grandes de reinserção social, porque não faz parte da rede de quem viabiliza negócios ou distrivbui emprego – vulgo ganhar favores. Falamos, sim, de quem aceitou, eventualmente, uma oportunidade de conhecer o outro lado e ficou com uma visão limpída sobre a obscuridade do meio. Mandatado ou não, julgo que as regras da promiscuidade deveriam ir muito mais longe.
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3:32 p.m.
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segunda-feira, 25 de setembro de 2006
seringas e prisões
Penso que se deve aceitar que as prisões não oferecem segurança.- embora o devesse fazer, mas nunca encontrar soluçõezitas para o problema gerado pela falta de segurança.
A questão de fundo que se deve abordar é a insegurança nesses estabelecimentos. Como inverte-la. Se se conseguir isso, não teremos polícias com medo de trocar seringas, com medo de ameaças de eventuais contaminados, ou com poderios e feudos estabilizados que a sociedade política e civil contínua a permitir. Antes a sociedade política, porque a sociedade civil gostará certamente de saber que dentro das grades só se pode o que é permitido, já que cá fora também é assim.
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Pastilha Elástica
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3:19 p.m.
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curta ausência
de novo nas lides, a fazer as vezes. Estas palavras são correntes e aplicam-se de uma forma diferente, dependendo de quem, como e onde as usa.
Nas lides, para mim é, somente, a minha rotina. Voltei às lides depois de curtissimas férias que souberam a pouco. Depois conto o que é tirar férias em Setembro, mas fica para novo post. Dou só "um cheirinho" : entre um algarve de reformados, bifas de largas proporções e seus maridos tatuados em grande parte do corpo, locais desdentados e meninas de permanente forrada a gel, e ainda alguns casais recém-papás, preferimos fugir para o Sul de Espanha, de viviendas...
Portantos, nas lides, faço as vezes. Fazer as vezes é fazer papel de. É ser qualquer coisa naquele momento. Numa discoteca, largar o namorado e ir para o pé das amigas, leva-nos a dada altura a dizer: Épá, tenho de ir fazer as vezes. Ir com o pai ao supermercado é também fazer as vezes... enfim, quem conhece o termo sabe bem o que é fazer as vezes. E cá estou eu, no fundo a fazer as vezes. Tenho muito para contar, mas amanhã, em encontrando tempo, direi tudo o que me abrasa a alma. Vou usar uma palavra que gosto: acicatar. E outra que me delicia quando usada como qualificativo: és uma pessoa ácida. E outra expressão, para terminar que aprecio bastante: és uma pessoa bonita... por dentro!
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quinta-feira, 7 de setembro de 2006
meninas da mamã
Noutro tempo, tempo da minha mamã e do papá, saia-se de casa cedo. Mais cedo se saia no tempo do avô. Lembro-me de gozar com a minha mãe que o primeiro beijo com língua que deu ter sido ao meu pai, o que faz com que, pela normalidade da relação que suponho que tenha, nunca mais experimentou boca nenhuma. Pois bem, saiu de casa aos 23 e emancipou-se financeiramente a dar explicações a crianças quando ela ainda era, nos meus padrões, uma criança. Tinha 18 anos. Eu tenho 28, mais 10. Não sai de casa e francamente não me apetece. tornei-me temporariamente independente financeiramente aos 22. Minto. Continuo a viver cá em casa. Não me casei. Quando não estão, se chegam tarde, se não jantam, telefono preocupada. Quero com isto dizer com as várias bocas que beijei, camas onde dormi, viagens que fiz, dinheiro que ganhei, jantares fora, noites até de manhã, doenças, carros espatifados e outros não, mota, bicicleta, cartões de crédito, telemóveis, resorts, casas e casinhas, empregos, namorados, namorados, namorados e amigos e amigas, muitos conhecidos, agendas cheias, pouco tempo e muito colesterol, continuo a ser uma menina da mamã.Aviso se não durmo, dizem-me que tenho cartas da Finanças, telefonam-me para saber se janto, preocupam-se se estou triste e neles, pai e mãe, confio mais do que em qualquer outra pessoa. São a minha rede, como os pais deles eram quando tinham 18 anos. Não sei se é por serem os meus, mas vejo por todo o lado. Antigamente, um tipo de 30 anos, era um homem de 30 anos. Agora, um homem de 30 anos é um puto como eu. Assim concluo que, das duas uma, ou eu estou totalmente desfasada da realidade, ou a realidade é tão diferente que eu, com a idade começo a não ver bem....
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9:28 p.m.
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quarta-feira, 30 de agosto de 2006
mais um
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terça-feira, 29 de agosto de 2006
UMAS CHATAS
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11:22 a.m.
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segunda-feira, 28 de agosto de 2006
Reflexões
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sexta-feira, 25 de agosto de 2006
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2:25 p.m.
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ex.carros
Os carros e eu. Adoro dizer, com o meu acento sopa de massa que me acompanha desde a infância: “eu e os carros” muito rapidamente e dito tudo junto. Soa-me a “eu e o’scarros” e dá-me vontade de rir. Este é o típico trocadilho que me conhecem quem me conhece e que às vezes é divertido e outras vezes cansativo, mas não consigo despegar-me da piadita fácil em jogos de palavras.
Eu e os carros temos um problema. Em concreto, temos vários problemas. Vou relatar aqui, da forma mais sucinta que conseguir, o que me aconteceu num curto espaço de tempo - embora não saiba se se pode dizer espaço de tempo porque o tempo não ocupa espaço… nem o conhecimento...
Eixo Norte-Sul, sentido A8, Centro Midas:
Peço para me dizerem porque é que o meu carro não pega à primeira. Avisam-me que se deve tratar de falta de revisão. Com a conta a descoberto saco do Visa e pago a “promoção” mudança de óleo, filtro de ar, etc etc etc. Lavo o carro no sistema tipo “Elefantinho” e quando vou a pegar o meu Clio continua a tossir. Volto e combino fazer uma viagem ao sistema eléctrico. Dois dias depois regresso para essa profunda análise e dizem-me: tem erros, mas já os limpámos. O carro está óptimo.
Mas continua a tossir: 120 euros.
Vila do Bispo, dia 2 de Agosto:
Acende-se uma luz no tablier. À uma da manha vou com copos de água, pedidos em plena “Água Salgada”, onde o que mais circulam são vodkas e imperiais, encher o depósito de água do meu carro. Um Sr., chamado Pilas, amigo do meu amigo Fanan - a quem desde já faço uma homenagem à sua solicitude – avisa-me: “cheira-me que a junta da cabeça já era.”
No dia seguinte vou à Garagem de Vila do Bispo e fico a saber: sim, já era. 620 euros de arranjo.
PS: Já agora, trate-me lá dos riscos laterais….
Lisboa, 8 de Agosto:
Pego no carro da minha irmã, a porta do lado do condutor não abre. A chave roda sobre si mesma sem destrancar a viatura. A minha mãe revela: o carro da rua irmã fazia barulhos estranhos, tivemos de o levar aos mosqueteiros. Não tinha gota de óleo. A porta ficou assim… O arranjo custou: 150 euros.
Lisboa 10 de Agosto:
A Joana chega do Algarve com o meu Clio. Está novo. Sujo, mas novo. À tarde vai comparar o segundo vestido de noiva da nossa irmã que casa no dia 15. À saída do El Corte Inglês, levam uma batidela na traseira do Twingo, também azul. Chamam-me de emergência, depois de assumido o culpado para ir busca-las. Com o rabo desfigurado, o Twingo foi hoje conhecer o resultado da peritagem na Renault. Pelo menos ali, o arranjo é superior ao valor comercial… aproximadamente 3000 euros…
Lisboa 18 de Agosto:
Indo eu na segunda circular a caminho do trabalho, o meu Clio deslaça, i.é, deixa de trabalhar. Encaminho-o para a berma e chamo a assistência. Foi a correia da distribuição que partiu. “Com um arranjo de 600 euros deviam ter-lhe trocado a correia. Não se percebe. Se fosse a si mandava-o para a mesma garagem para ser, por lá arranjado. Aqui, no mínimo vai aos 1000 e muitos euros….” conversa do Sr. da Assistência em viagens. Resultado, tarde toda a procurar reboques, a queixar-me à Garagem de Vila do Bispo, a perceber que um reboque leva 50 ctms ao Km, mais despesas de saída, mais portagens e o regresso a Lisboa. Total previsto: 400 euros. Negoceio com a assistência em viagens aproveitar o fluxo contrário de carros que regressam do Algarve com juntas queimadas e correias partidas e levar o meu para baixo. De tanto insistir lá consigo que me levem o meu por 150 euros - pagos, confirmados e faxeados.
Lisboa, 21 de Agosto: o eu dia de anos
Os recém casados seguiram na véspera para Lua de mel. Ficamos com o encargo de por na peritagem o pequeno Twingo, mandar o meu para o Algarve e, com tempo, arranjar a porta que nos obriga a uma entrada à três duques. Como faço anos resolvo almoçar na avó. Vou na carrinha Astra do casalinho que ma deixa em troca da promessa de arranjar o restante. Chego ao Alto de Santo Amaro, onde me aguardava delicioso almoço e bolo de anos, e acende-se uma luz no tablier: bateria. A direcção prende. À saída, dirijo-me a uma garagem foleira para uma recarga de bateria… qual quê! É o alternador. Não há óleo de direcção e o alternador está queimado. Vá até casa e ponha-o a arranjar, avisam-me. Consigo que o electricista da minha rua o arranje. 400 euros por um alternador novo, facturado e duas horas de mão de obra, mal cobradas.
Lisboa, 22 de Agosto: pós dia de anos
Fico com o carro da Joana, o da-entrada-à-três-duques. Resolvo sanar a tristeza com um jantar fora. No regresso a casa o carro pára. Deixo-o descair, na Rua das Trinas, para a porta da Embaixada Francesa. Uma luz acende e vejo no rosto do Bernardo uma certa preocupação: pode ser que seja só gasolina, diz-me, temendo o pior. Vamos à bomba da BP em Belém , a única aberta. Sou Fábrica obrigada a comprar um depósito de 5 litros, que me custa 10 euros, mais cinco para o próprio do combustível.
Face a isto, pergunto: será meu o problema? terá a ver com a fracofonia? Reanult, francesa, cunhado, francês, embaixada, de frança, Tablier, palavra fancesa....
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2:19 p.m.
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quinta-feira, 17 de agosto de 2006
rectificação
Talvez seja por se tratar de uma casa no Lumiar, que abastece o tão afamado Parque Europa ou por ter se tratado de uma opção experimental, ou simplesmente porque o departamento de marketing assim o quis, a verdade é que descobri que noutros Pingo Doce, nomeadamente no do Centro Comercial Palmeiras, os sacos ainda são gratuitos e oferecidos à quantidade tradicional: muito cheios, mal cheios ou peça única... enfim, peço decsulpas por ter lançado um falso alarme.
obrigada
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5:46 p.m.
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casamentos
Adoro casamentos, não fora eu vaidosa suficiente para, mesmo sem cheta, tentar a tão almejada transformação de gata borralheira em princesa. É obvio que o principal reside no cabeleireiro e na maquilhagem, mas o trapo também é crucial.
Este ano fui a tantos casamentos quantos os dedos da palma de uma mão – um belíssimo record que revela que a minha geração está mortinha por dar o nó – na esperança de não se desatar.
O casamento da minha irmã mais velha – 3 anos mais velha que eu foi muito emocionante , cansativo e atrever-me-ia a dizer divertido. Adorei ver o pai Álvaro a iniciar a valsa, a mãe Céu a agradecer em francês a presença dos gauleses, o Simão no colo do Bernardo, a Joana a perder-se em vinho tinto, a Suzete a afinar-se para as fotos, a MJ a cintilar em brilhantes aqui e ali espalhados, a Nunes cheia de classe, a Carlete a assumir o baby-sitting assessorada pelo seu Gonçalo, o avô Agostinho a comunicar com os franceses, com uma velha história de ter conseguido em Paris comprar comida num talho sem saber dizer mais do que Bonjour, a avó Laura a resistir à dança, a tia graça numa elegância Tintoretto, a Graça prima a animar a festa, a vergonhinha da Madalena, o Tristan sem Isolda, o Charles a picar fotos, o gang “catálogo Máximo Dutti” vulgo – João, Pedro, Miguel, Tiago, João Pedro, Pedro Rodrigues, Ricardo – a tentar embebedar os franceses mais pecanitos, o Alan de sorriso de orelha a orelha, a Anne Marie que pela sua simpatia seduz toda a sala, os tios e tias franceses, os outros tios portugueses, a cerimónia civil e as testemunhas, que podiam ser jeovás e ninguém iria saber, o Tio Carlos entoando os putos, a Adélia contacteante, o Nísio, o Artur, a Fernanda, a Felipa, o Zé, o Lourenço e o Marc (que memórias cheias de saudades), o Tio Nel a fotografar as sobrinhas que tem e que gostava de ter, a Inez que me faz ter vaidade de sair aos Matos, enfim, tanta gente que não vou dizer todos um a um. O que verdadeiramente mais gostei de ver foi a minha mana Rita que, como alguém lhe disse, parecia uma virgem, e o meu novo irmão, que já era, e agora ainda é mais, Samuel. Estou contente e mais ainda porque recebi o IRS…
Abraços
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2:03 p.m.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2006
Pingo Doce... esta semana
este post vem com atraso porque estou a terminar a jornada e ceia de trabalho, mas não poderia deixar de partilhar algo que me indignou profundamente: o Pingo Doce está a cobrar 2 cêntimos por saco de plático. Chama-se agora : SACO ECOLÓGICO - REUTILIZÁVEL - mas a mim não me enganam. Como é que um saco de pla´stico é ecológico. se eu comprar 10 e utilizar para os habituais fins - forrar o caixote do lixo- a única diferença do que acontecia no passado é que dou mais 20 cêntimos ao Pingo Doce "sempre a baixar preços" e não compactuo com essa bandeira onde cabem todas as trafulhices do Reciclável, Reutilizável e Renovavel.
Acredito nalguma scoisas, agora em sacos de plástico?? Give me a break
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5:20 p.m.
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terça-feira, 8 de agosto de 2006
andrajosas

Reza a tradição que em ambiente descontraído se evitem as maquilhagens, a produção. Eu diria que isso não é um facto, mas provavelmente uma precepção masculina à qual passa despercebido o negligé, mais ou menos estudado.
Assumo, ponho blush por cima de um bronzeado, porque senão fico monhé - nada contra a raça, mas prefiro fazer sobressair, mais que não seja, as bochechas, vulgo maçãs do rosto.
Uso esponginhas e penso se a cor da roupa me fica bem, e eventualmente faz sobressair os olhos. Ponho gloss, ainda que de chinelo no pé e uso o lenço mais apropriado. Não sou obcecada pela estética, prefiro a ética, mas dando a mão à palmatória - como quem dá a uma Palmira, Zulmira, ou Sandrinha - assumo que aprecio a condição feminina e, nessa mesma condição com a vaidade que a mais pelintra hippie dissimule, digo que seja qual for a situação, com mais ou menos material, eu produzo-me e gosto mais de me ver produzida do que por produzir. Devia ter sido produtora....
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4:17 p.m.
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cagadelas
Se há uns anos tinha, hoje não tenho qualquer pudor em montar o chapéu e por baixo dele sentar-me a devorar saladas salgadas pela água dos meus cabelos depois de um banho cansativo, ou de um passeio “mata celulite”. Assumo que não gosto, francamente, do passeio, mas obrigo-me ao sacrifício na esperança de me devolver os 16 anos e o rabo rijo que em tempos perdi. Não o encontro de maneira nenhuma…Esta fotografia não parece espontânea, nem é. Falta uma da meninas, ou “mulherzinhas”, que estaria debaixo do dito chapéu a lamentar-se os contrangimentos intestinais provocados pelo afastamento de casa. Acontece a quase todas, menos a mim que “cago para isso”. Esta foi outra das matérias diariamente abordadas: quem caga, quando caga, como caga. A forma, a cor, a quantidade. O número de vezes, a textura, o tempo que demora… enfim, tanto a dizer sobre este assunto.
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11:04 a.m.
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mais babes

Mais uma para a memória. Esta fez parte do "durante a semana" e no mesmo dia meteu Topas até bem tarde. Dia em que torci um pé que me obrigou a desinflama-lo com pomadinhas. Dia em que queimei a junta da cebça porque água não tinha ali. Dia em que os Bernardos foram a Loures, e a Di me disse. Dia de uma cordoama cheia de raquetas. enfim, dias... não sao dias....
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10:54 a.m.
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segunda-feira, 7 de agosto de 2006
tão lindas....

...as praias da costa vicentina, onde se econtram novos movimentos urbanos.
Um êxodo temporário, maioritariamente nómada, de grupetas inflamadas de brilhantes e côres, mistas, heterogéneas - ou não - onde as faces queimadas faze sobressair dentes possivelmente até amarelos.
O Fim de tarde na Cordoama, na Arrifana, no Zavial, no Amado, em Aljezur, no Túnel, na Mareta, no Beliche, no Castelejo, na Amurração... enfim em qualquer praia desta costa, é absolutamente extraordinário.... diria "falo por mim", mas seria acusada de redundâcia porque ao falar de uma forma opiniosa sem atribuir a ninguém falaria exactamente por mim, e a suzete não perdoa estas coisas. Assim, por respeito a ela e à lingua portuguesa, falo por todas, pelas que estão na fotografia e pals que não coiberam. Pelas que entretanto chegaram e pelos seus mais que tudo que ficaram de fora, mas estao sempre lá, pelo menos nos corações. Falo pelo Joquaim da Barbearia, pela Paula do café, pela Graça e pelo António da Oficina, pelo Rui da Conservatória, pelo Nelson do Dromedário, pela mal disposta de cabelo laranja do Careca, pelo coxo marceneiro, pela vizinha Henriqueta que grita numa só voz: mataram-a! em sotaque algarvio genuíno, daqueles que só a idade mantém.
Cá vai um bocadinho, quase espntâneo, de pôr-do-sol....
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4:32 p.m.
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E as baleias....
tudo para dizer que longe da minha irmã meu coração fica partido...
e em sua honra e numa ligeira, mas sincera, homenagem às gargalhadas destas férias, muito potenciadas pela presença de dois forasteiros que aparentam quebrar, encher, preencher ou vir a fazer exactamente isso a senhoras das minhas lides, cá vai uma música que ainda ontem, estranha carneirada, entoou com a ajuda do Anacleto na Doca de Lagos, que é como quem diz "Legos".
Foi o Nuno, que não é apenas filho, mas também neto e como diria a minha avó: "Filho és, pai serás..." e eu cá arescentaria: "Log'quela queira!!!!!!"
Cá vai: Um clássico do REI, caros leitores:
Não é possivel que voce suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento
Não é possivel que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que voce deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e a fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Isto é lindo! ÃOooooo
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4:00 p.m.
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de volta a casa?!!!???
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11:52 a.m.
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quarta-feira, 26 de julho de 2006
conversa para lado nenhum
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2:36 p.m.
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segunda-feira, 24 de julho de 2006
produção criativa
Quando vinha para o trabalho estava em plena ebulição criativa com um sem número de coisas para por no meu blog. Neste momento só me lembro do presunto que a Tia Fernada mandou pelo correio e que infelizmente não posso tocar. Presunto de Trás-os-montes, da terra de onde sai a carne barrosã, daqueles nacos na pedra que fazem crescer água na boca, salgadinhos, a saltitar sobre uma pedra fervente. Hoje acordei cedíssimo e naturalmente sem precisar que um despertador tocasse. Às 9h30, de pequeno almoço tomado, de hamburgers de salmão grelhados e tomate cortado, dirigia-me nas calmas entre as faixas desertas de A5 para e empresa. Lembro-me de alguns pensamentos: comprei o pavimento errado e a sala vai ficar pirossissima. Tenho de comprar uma tinta bonita para dar vida aquele espaço. Preciso de entregar os papeis do IMI. Tenho de confirmar a nova morada. Vou ligar para as reclamações o IVA e exigir os 2500 euros que por lá andam cativos. Tenho de ver quando cai o Visa. Tenho de marcar as férias de Setembro. Acho que preciso de fazer madeixas - conclui enquanto esperava que um semáforo, já no Lumiar - ficasse vermelho. São estas coisas que me consomem, acrescidas à crescente celulite que invade o meu rabo e começa a descer na parte de trás das pernas. Mais: entregar fotocópias do BI para a conservatória, escrever os ditos para ler no casamento, comprar um presente para a nossa empregada que está grávida, comprar um presente para o Sr. Joaquim... enfim, tratar da vida, antes que ela trate de mim.
Felizmente para a semana estou de férias, pode ser que não me lembre destas consumições... Abraços...
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6:46 p.m.
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