quarta-feira, 20 de junho de 2007


quinta-feira, 31 de maio de 2007

Não digas a ninguém

Porque não posso aceitar essa etiqueta de ignorância, a partir de agora (e independentemente do que o futuro me reservar) vou fazer um registo dos meus actos culturais, tenham eles a forma que tiverem. Ora vamos lá:
Ontem fui ver um magnífico filme francês - Não digas a ninguém - realizado por Guillaume Canet e com François Cluzet, Marie-Josée Croze, André Dussollier entre outros. Prende-nos ao écran e tem uma maravilhosa banda sonora que ritma todo o percurso da trama.
Cluzet, o Dustin Hoffman europeu, brilha com uma interpretação extraordinária, galardoada com o césar de melhor actor.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

o bloqueio

Na semana passada resolvo criar um blog com o meu curriculo e o meu prefil. Tem um nome que me é muito familiar - Maria Filipa Matos. Domingo compro um fio de prata para pôr ao peito uma medalha da Nossa Senhora de Fátima. Segunda feira, mal chego ao emprego, recebo um telefonema convidando-me para um encontro (eventualmente) profissional.
Destino? Fé?
Sem qualquer expectativa até porque o escasso tempo até ao dito encontro, não me permite grande preparação e porque não estou habituada a testes desta natureza, aviso que saio mais cedo e perfumo o pescoço. Não tenho nada preparado, mas posso sempre defender a minha honra (caso seja atacada). Mas todos temos calcanhares de aquiles (ou daqueles) e eu não sou excepção. Depois de uma primeira parte onde nado, sinto-me, já na segunda a afogar. è que não sai nada... nem os cd's do carro, nem os concertos, nem os Gabriel Garcia Marques, as Allendes, um vicío - silencioso há uns anos - Frank Ronan, Dan Brown, Kafka (e a Metamorfose ou o Processo), nem Dostoievsky, nem a Ignorância de Kundera, Vargas Losa , Jorge Amado... tantos ingleses, tntos outros. Não me lembrei, nem me iria lembrar (ou até fosse) mas entreguei armas, tolhida, minha auto-imposta ignorância, porque não é fácil. Não é fácil porem-nos à prova naquilo que fazemos por prazer e porque é exactamente isso, um prazer. Por isso não contabilizamos, não medimos, mas está lá. Para que me serviu? Para perceber que não basta saber, ler, ouvir e ver. Os tickets dos concertos, os personagens dos livros, os autores, os autógrafos, os concertos no hot club, no maxime, na aula magna, no D.Maria e no pavilhão atlântico são mais do que "cotos de papel". I've been there e este exercício pode fazer a diferença. Não basta numa conversa sacar a ignorância, ou uma vaidade burguesa "damasiana", ou uma qualquer frase que encha a alma de actor favorito qualquer. Serve, pelo menos, para evitar o bloqueio.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

blogs

Crónicas Alfacinhas
Lisboalisboa
Lisboalisboa2
oirritado
etc etc
A actualidade sob determinados pontos de vista, à vista de todos. Comentários condicionados, condicionando a opinião opública, ou não, mas pelo menos dando-nos a possibilidade de partilhar esses pontos... à vista.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Jane Birkin / Serge Gainsbourg, Je t’aime, moi non plus

Depois da agitação de sexta-feira, o fim de semana foi calmo... eu diria calminho. Ri muito e lamentei não ter ido para o calor algarvio, que embora não tanto, esteve melhor do que na "costa do estoril", que é como quem diz la "Côte du estoril".

Esta grande diferença entre costa e côte recorda-me a diferença entre as letras em português e em inglês. Se cantarmos "Ups, I did it again " soa melhor do que "Epá, eu fiz outra vez". Isto vem a propósito de uma nova versão, agora em inglês, de Jane Birkin e Serge Gainsgourg em Je t'aime.
Se tentassemos em português ficaria de uma pirosada extrema, a definição acabada de pavor: eu amo-te, eu amo-te (Je t'aime je t'aime) Eu já não (Moi non plus) Oh meu amor! (Oh mon amour...) Eu vou e venho... (Je vais je vais et je viens). Em inglês soa bem, ganha a onda chill out de sábado à tarde em bar da praia... não pensamos em inglês, não no sentido daspalavras mas na melódica combinação que nasce delas. Soa bem. Soa pior quando num fórum qualquer ouvimos Star up, benchmarking, up side down, pela voz daqueles de cuja utilização correcta desconfiamos. Para já ainda há quem consiga enganar.
De qualquer forma é este desconforto com a nossa sonoridade que dá gás a quem quer usar o inglês para soar melhor, é a nossa avresão pela simplicidade em português do "xupa xupa no dedo" e d'"eles olham pra direita e pisca pisca" da Rute ou de uma Marlene mas da tolerância por "No natal passado, dei-te o meu coração, e no dia seguinte, deitaste-o fora... este ano ... vou da-lo a outra pessoa" do Geroge (e não Jorge), que faz de nós ligeiramente patéticos e algo ridiculous.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Dia da Liberdade

Ontem comemorou-se me Portugal o dia da liberdade (nacional), o 25 de Abril.
Eu sou de outra geração, a geração pós 25 de abril, também já chamada de geração rasca. Esta geração, que os nossos pais, tios que lutaram pela liberdade numa altura em que se sentiam que ela faltava está também cativa de ter nascido pós 25 de Abril. É a geração que na realidade não lutou para conseguir a liberdade de expressão, pela democracia, pelo sufrágio universal, pela igualdade de direitos, nomeadamente no acesso à educação, saúde, e mesmo acesso às instituições - políticas por exemplo. Mas o facto de termos nascido e 70 e tais ou 80 (entas) impede-nos de ter esse mesmo ónus, ou seja, somos menos, temos de provar mais para mostrar que valemos tanto quanto aqueles que lutaram.
O que hoje sinto é que o poder político está entregue a muitos analfabetos que ergueram bandeiras sem saber, ao certo o significado delas. Que estiveram nas RGA, nos MRPP. Que - quiçá por preguiça - se recusaram a fazer parte da mocidade portuguesa. Que colaram cartazes e isso foi decisivo para lugares partidários e políticos que, por via da liberdade, se mantiveram eternizados no tempo. Os nossos libertadores hoje estão agarrados àquilo que foi uma conquista importante no passado e no futuro daquele tempo, mas aquilo a que apregoaram em voz alta, hoje perdeu-se nos corredores das câmaras municipais, nas juntas de freguesia, nos passos perdidos, nas galerias do parlamento.
Hoje ter acesso à política, entrar num partido é possível com um empurrão das pessoas certas. Ser nomeado para um qualquer lugar depende quase exclusivamente da umbrella partidária ou económica - veja-se o caso Morais. Não basta ser bom, e isso é o défice democrático que eles não conseguiram, ou melhor... nos impuseram...

terça-feira, 24 de abril de 2007

MY PLACE

Não podia deixar aqui de por um dos sites de eleição para organizar viagens, fazer surpresas, conhecer lugares imperdíveis com um gosto refinadissimo de fazer inveja...
my place

Finalistas

Passados 6 anos e tantas coisas, encontrei (absolutamente por acaso) uma página na Internet com a minha turma da UCP (Universidade Católica Portuguesa).
Trata-se de uma votação para prémios atribuídos aos finalistas da nossa turma, que aqui reproduzo. Hoje alguns chegaram a ser aquilo que lhes atribuíram na altura, outros não.
Não sabendo ao certo qual venci, sei, pelo menos, as nomeações que me atribuíram.
Aqui estou eu, na altura conhecida como MARIA FILIPA MATOS.
And the nominees are:
O mais Falador: Maria Filipa Matos, Rita Valente, Rui Soares, Susana Lé, Vanessa Marques, Vânia Maia, Rita Jordão
O mais Engraçado: Vânia Maia, Joana Cruz, Cristina Rafael, Maria Filipa Matos, Rita Valente
O mais Comunicador: Maria Filipa Matos, Vânia Maia, Marta Lopes, Bernardo Ramirez, Joana Cruz, Cristina Rafael
Com mais probabilidades de ser a nova Teresa Guilherme: Maria Filipa Matos, Cristina Rafael, Marta Lopes.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Gobbels e Globos

Gobbels foi o Ministro da Propaganda de Hitler. Uma cabeça brilhante que se apoderou da técnica comunista de controlar a comunicação adequando a uma realidade politicamente absolutamente oposta. Diz-se que a força de Hitler em muito se deveu a ele. Ouvi falar de Goebbels a semana passada bien à porpos daquilo que depois se confirmou nas páginas do Expresso. O absoluto controle da comunicação, que diga-se quanto mais elevadas são as instituições menor o espaço privado e maior tranparência é exigida, numa óptica de quando eu quero, com quem eu quero, a quem eu quero e como eu quero. A postura que assistimos é, no mínimo, invulgar depois da afirmação democrática do 25 de abril e que em pouco se coaduna com os principios dos meninos que na altura erguiam cravos.

Para distrair das não-respostas dos exemplares, assistimos aos Globos e pomo-nos a pensar quem dali terá curso superior. Superior em quê? pensamos... Bom, independentemente da formação académica, nem todos precisamos de cursos universitários para desempenharmos funções com brio, rigor, destreza e em beleza. Mas dá sempre jeito o Sr. Dr, ou o Sr. Engenheiro no Portugal dos pequeninos.

O Senhor Primeiro-Ministro podia ser apenas Senhor Primeiro-Ministro e ser um excelente Primeiro-Ministro, mas antecipando-se a qualquer crítica à falta de legitimidade para o cargo, na altura de Ministro, como se fosse condição para o bom desempenho de funções o canudo, lá tratou de arranja-lo.

Pior do que não o ter é a dúvida da real validade do mesmo. Está tudo tão confuso que mesmo que o Senhor tenha estudado muito, durante muito tempo, assistido a aulas de cadeiras técnicas, curiosamente na sua maioria dadas pelo mesmo professor, a dúvida permanece. Pior ainda saber-se que o site onde as habilitações académica do PRIMEIRO-MINISTRO deveriam constar tem vindo a ser alterado consoante vão saindo as informações na comunicação social. Neste momento diz-se licenciado em Engenharia Civil omitindo os pormenores. Diz-se pós-graduado em Engenharia Sanitária, mas também já veio a público que não existe tal pós-graduação. Afinal onde estão os colegas de turma do PM? Que venham agora dizer que estiveram lá, nos exames sentados ao lado dele. Bom, no entretanto temos as distrações costumeiras que ajudam a passar, ou pelo menos minimizar a polémica.


Gostei dos Globos de outro e o cabeleireiro do Oeiras Parque também, porque no domingo à tarde estava à pinha para conseguir dar vazão a tantas meninas que lá se dirigiram para se fazer sobressair na gala mais mediática da televisão.

Descobri um penteado novo, inspirado na Giselle e consegui disfarçar as indisfarçavéis pontas espigadas, estragadas, queimadas que ainda me vão obrigar a cortar o cabelo "à rapazinho"...


Este ano globei, para o ano não sei, mas fiquei com pena de terem deixado cair os prémios de televisão. Em causa própria...mas acho que a classe deveria reivindicar. Não vi o Herman ao vivo para meu desgosto que escondo no rosto, mas estive ali, encostadinha à Lili que invejou o meu prato - absurdamente cheio de doçaria - na ceia que à gala se seguia. Fica para a memória a foto.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Paris


O mais bonito
museu de Paris...
o Musée d'Orsay...

Paris



Chansons d'amour....
ta ta ta ta ta

quarta-feira, 14 de março de 2007

decisões

Não vejo mal nenhum em dizer que não alinho em decisões sobre o meu futuro que não sejam tomadas sem a minha posição. Será errado?

Blogs

Hoje a discussão, no fórum da TSF, foi sobre a importância dos blogs no debate político. Quando comecei a escrever no filipedo, que mais tarde veio a ser desgostonorosto, sempre com o título achanatar, em 2004 nunca imaginei que tão rapidamente este canal se tornasse num quase diário público.
Para mim, ainda continua privado. partilho com poucos, mas gosto de comentários. Serve sobretudo para me divertir, para escrever e descrever estados de alma, ideias, paixões, parvoíces, reflexões e desabafos. mas serve também para guardar memória de acontecimentos da minha vida. Hoje guarda quase três anos de memória numa cadência quase sempre regular. Tenho várias visitas de perfil, mas muitas mais de post. Mudei de nome, uma vez, porque temi que a minha privacidade fosse violada. Se fosse por gosto, muito bem, mas nesse caso não era. Ao visitar o passado vou-me divertindo. Não tenho aspirações pseudo-intelectuais, nem o meu registo é dessa aparente e supreficial vaidade. Prefiro esmerar-me in real life, com outras coisas. Não podia deixar de dizer que visito outros, esses ditos bons e divertidos. Mas adoro o meu achanatar, cmo também gosto particularmente da Juanitta... Não há Rewind, só Fastforward. Já tive músicas, e a que mais gostei foi o Psyco Killer. Já me identifiquei, mas não exagero, porque o melhor mesmo é podermos dizer o que quisermos sem nos maçarmos que nos identifiquem. Talvez isso mesmo seja cobardia. Eu chamaria antes precaução.
Abraços...

segunda-feira, 5 de março de 2007

O pecado...

O pecado é com os meus 53 kg (que imagino ainda ter apesar de vestir um número acima do que vestia no verão) passar ali mesmo à beirinha dos pastéis de Belém e não resistir aquele estaladiço gorduroso que invariavelmente me queima a língua. É a ganância! Faço-o às escondidas e acumulo no carro pacotinhos de canela e açúcar que finjo estarem ali há anos quando alguém me diz: “Cheira ligeiramente a canela…, não cheira?!?”. Disfarço.
E falando de quilos a mais tenho algumas questões que me enervam e por muito que pense não consigo encontrar respostas. Porque é que quilos se escreve com q de nove e quando queremos simplificar pomos kg (com K) …. Porque é que os números da roupa, pelo menos da feminina que é a que melhor conheço, andam sempre aos pares, ou seja, não existe quem vista o 35, ou veste 34 ou veste 36. Porque é que nós dizemos o 37 de pés e os americanos dizem o 5. Tanta convenção e na realidade isto é mais ou menos como o Tratado de Kyoto, os americanos fazem sempre diferente…

MONA LISA...


A delicadeza do nome Mona Lisa, em português perde qualquer sentido. Não se trata de uma potencial rudeza da sonoridade que damos às palavras. Nem tão-pouco da traição da semântica ao som. Trata-se apenas da multiplicidade de significados que uma palavra, seja ela um nome seja um adjectivo, possam ter em diferentes línguas, ainda que todas elas de origem latina. Para mim, Mona Lisa, faz-me lembrar a cabeça do António Vitorino do PS. Mona Lisa é Cabeça Careca, e mais nada.

Para além de que aquela pose, e aquele semi-sorriso são extremamente irritantes. Ela não é bonita, ainda que possa estar bem retratada e maravilhosamente pintada.

... e também por causa desse filme e do diamante de sangue que aguardo ansiosamente a estreia numa sala perto de mim, que já me estou nas tintas para o Gael.... guess why?

Entre Inimigos

Domingo à tarde num dia que parece que a chuva hesita entre cair ou suster-se em nuvens carregadas, as piores inimigas dos donos de bares da praia.
Para fazer render o dia, que acaba rapidamente resolvo ir ao cinema, a tempo de sorver Scorseese. Quero poder falar (bem ou mal) do vencedor absoluto dos Óscares com a certeza que o filme é genial. Não tenho qualquer dúvida mas quero confirmar com a minha experiência. Matt Damon no seu melhor ao lado de Leonardo Di Caprio que já não me surpreende. Jack Nicholson justifica a sua presença no anfiteatro da gala da Academy of Motion Picture Arts and Sciences. Absolutamente notáveis quer no desempenho quer pela força dos papéis na trama. Um filme diferente, mas genial onde saímos cansados da enorme tensão que sentimos em todos os momentos. No Palmeiras, às 3h30 a sala está a metade. Um recorde para o espaço que vive habituado a uma média de 5 lugares (se tantos) por sessão. Sem pipocas, sem barulho, assisti ao filme à moda antiga e tive direito ao intervalo para ganhar energias para a segunda parte. É daqueles que me deixa a pensar quando abandono a sala, que anda tão rápido que quase não tenho tempo para articular todos os movimentos. Absolutamente genial. Um gosto para acabar com este desgosto estampado no meu rosto.

tédio

Segunda-feira, 12h11m
Enquanto a crise da cml vai passando, esta empresa parece estar cada vez mais moribunda. Nós cá vamos parasitando à espera de qualquer coisa que nem sabemos bem. Entre anúncios de demissões, sem qualquer consequência, observamos com alguma inércia o desenrrolar de acontecimentos pouco relevantes. Fica para o registo esta manhã onde não vi ninguém que mandasse e vi quem devia mandar, mas não só não o sabe fazer, como não usa dessa possibilidade. Prefiro encerrar este tema, tão entediante que agonia. Vou falar de cinema e de planos para os próximos tempos... até já.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Feudos

Acho absolutamente insuportável as coisas que algumas pessoas dizem para não se comprometerem nem comprometerem o feudo. Mais, tentando manipular as conversas, com artifícios retóricos para fazer deslizar a conversa e obrigar o interlocutor a assumir posições pelo prazer que dá a esses desafiadores desdizê-los e contra-argumentar.
Talvez esteja a ser sibilina. Talvez esteja a ser demasiadamente confusa, mas fica para uma memória próxima este artigo que junto a uma conversa (pouco) interessante onde me impingiram posições e tentaram diminuir a minha capacidade de raciocínio.
O meu esforço intelectual pode não estar fundamentando na lógica indutiva ou dedutiva e pode assentar em falácias filosóficas que, intelectuais possam por em causa, mas não aceito não poder expressar as minhas posições ainda que estas se por alguns partilhadas possam compromete-los.
Causa-me dó defendermos aquilo que não acreditamos, que é óbvio, fecharmos os olhos ao evidente, pelos potenciais dividendos políticos futuros dessa não assumpção da realidade. A essa mesquinharia daria um nome: comunhão com a mediocridade. Ainda estou e (se deus quiser) vou a tempo de me afastar disso.

Filmes...


Entre bons filmes e maus filmes vou deambulando na minha fase mais cinéfila possível. Estou doente por filmes e entre estes, entregas de Óscares, block bostas, multas de atrasos e críticas e procuras na net por mais informações... Não me sinto mais culta mas mais informada com algum medo, confesso, de deixar cair o meu consciente na ficção. Acontece-me de vez em quando e tema que seja sinónimo de deslize para a loucura. Por exemplo, ao ver um Dr. House imagino o meu corpo por dentro...que temo que esteja infectado, que esteja carcomido... enfim, mas vou-me divertindo e obcecando...
No filme principal que diariamente assisto a uma sequela sou apenas figurante. Assisto quase passivamente a um filme que diria um misto de hitchcok com Alejandro González Iñárritu. O primeiro cria suspense até ao último minuto, misturando, por vezes malícia e perversidade. O segundo tem várias histórias em simultâneo que juntas dão-nos uma visão holística da realidade. Não posso adivinhar o fim desta história que esta a ficar cada vez mais macabra. Não é uma novela da globo onde possa ler num site brasileiro os próximos capítulos, mas a minha intuição, que geralmente me oferece um pouco mais do que o óbvio, não me dá pistas concretas. Sei que na trama, quem se trama são os figurantes. Os danos são colaterais - como no Match Point tão bem disse Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers) e por vezes justificam-se em função de um objectivo superior. Tal como na guerra, na tela - nesta tela especificamente - não tenho grandes dúvidas que os personagens principais vão acabar bem. Já quanto a nós, que somos tantos, que participamos menos, seremos certamente aqueles que apanharão as balas e darão o corpo para salvar os outros, porque alguém tem de sair bem...
Só o realizador pode mandar o argumentista mudar o caminho e... há sempre excepções...